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Pesquisadores sugerem que restos humanos ainda podem ser encontrados no Titanic

Imagens dos destroços reacendem o debate sobre a existência de restos orgânicos no navio, que afundou em 1912

Joseane Pereira Publicado em 15/07/2019, às 08h00

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- Crédito: Reprodução

Em abril de 1912, após acertar um iceberg em sua viagem inaugural de Southampton para Nova York, o navio Titanic acabou sendo o leito de morte de 1.500 pessoas. Entre as vítimas, cerca de 335 corpos foram resgatados logo após a tragédia. Uma das grandes questões levantadas pelos pesquisadores é se poderia ser possível encontrar restos humanos na embarcação. 

Suspeitas

Embora se acredite que décadas no oceano levariam à destruição de qualquer vestígio orgânico, o debate ainda existe. Em 2012, no aniversário de cem anos da tragédia, fotografias dos destroços foram lançadas ao público. Entre elas, estava a de um grande casaco com botas sobressaindo abaixo.

“A maneira como as roupas são arrumadas faz com que pareça o lugar de descanso final de alguém”, afirmou Kristina Killgrove, antropóloga biológica da Universidade da Carolina do Norte.

Tais questões vieram à tona após a empresa OceanGate reservar uma série de viagens a alto preço para visitar os destroços do navio, no verão de 2019. As explorações terão duração de 10 dias, custando 100 mil dólares por pessoa. Mas os organizadores afirmam não ter detectado nenhum vestígio humano.

James Cameron, que realizou uma extensa pesquisa nos destroços para produzir o filme de sucesso Titanic (1997), discorda da existência de corpos. Sua equipe visitou o naufrágio 33 vezes, vendo "zero restos humanos" durante as explorações. “Nós vimos sapatos, pares de sapatos, o que sugere fortemente que havia um corpo lá. Mas nunca vimos restos humanos”, disse Cameron.

Um dos sapatos encontros dentro do navio / Crédito: Reprodução

 

Entre 1987 e 2004, sete expedições recuperaram mais de 5.500 artefatos não-orgânicos dentro do Titanic, incluindo, luvas, guardanapo, relógios de bolso, binóculos, chaves, um lustre e até cardápios.

Para alguns cientistas, quando submetidos à alta pressão das profundezas, os ossos se transformariam em sedimentos e se dissolveriam. Entretanto, outros teóricos afirmam que, dentro de compartimentos fechados no interior do naufrágio, restos humanos ​​poderiam ter sido preservados pelo ambiente frio e pressurizado. Portanto, a suspeita continua e divide opiniões.