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Notícias / Arqueologia

França devolve 998 fósseis contrabandeados do período Cretáceo ao Brasil

As peças, de 65 a 145 milhões de anos atrás, compõem o maior lote já recuperado pelo país

Wallacy Ferrari Publicado em 25/05/2022, às 13h01

Algumas das placas fossilizadas recuperadas pelo Brasil - Divulgação / Geopark Araripe / TV Globo
Algumas das placas fossilizadas recuperadas pelo Brasil - Divulgação / Geopark Araripe / TV Globo

Durante cerimônia ocorrida em Le Havre, na última terça-feira, 24, o governo francês oficializou a devolução de 998 peças do período Cretáceo contrabandeadas do Brasil, contando com cientistas em ambas as nacionalidades, além de integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e servidores públicos brasileiros.

O lote, que conta com itens datados de 65 a 145 milhões de anos atrás, é o maior já repatriado pelo país e estava em negociação de retorno desde 2013, quando foram descobertos em um contêiner pela alfândega do porto de Le Havre. Desconfiados da suposta carga de barris de quartzo que alegavam levar, a averiguação confirmou o traslado ilegal dos itens.

Representantes brasileiros observam itens contrabandeados / Crédito: Divulgação / TV Globo

Os itens foram catalogados e apontaram 650 placas da Formação Crato com fósseis de crustáceos, insetos e plantas, além de 348 nódulos de animais fossilizados em cobertura de argila (peixes, restos de dinossauros, tartarugas, crocodilos e pterossauros), sendo periciados por especialistas que também periciam itens de museus parisienses.

Novo destino

O portal G1 informa que os fósseis devem ser transportados de volta ao Brasil e enviados a um museu administrado pela Universidade Regional do Cariri (URCA), no Ceará. A instituição é responsável pelo Geopark Araripe e por um museu de paleontologia que reúne um acervo de registros regionais do período Cretáceo.