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Notícias / Paternidade

França: Durante missa, padre renuncia ao cargo e revela que será pai

“Peço humildemente o seu perdão, eu mesmo estou chateado com este acontecimento”, disse o padre em sua carta à congregação

Redação Publicado em 20/12/2023, às 18h27

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Imagem ilustrativa de um padre em uma igreja - Reprodução/Pexels/MART PRODUCTION
Imagem ilustrativa de um padre em uma igreja - Reprodução/Pexels/MART PRODUCTION

No último domingo, 17, um padre de Lyon, na França, anunciou durante a missa que iria renunciar ao cargo, pois será pai em alguns meses. Além de pedir desculpas aos fiéis presentes na paróquia da Beata Pauline Jaricot , o padre Laurent Jullien de Pommerol também publicou uma carta no site oficial da congregação. 

No texto, ele pede perdão por sua atitude, que poderia “chocar ou deixar um sentimento de traição” em seus paroquianos. Ele também apontou que o afastamento de suas responsabilidades litúrgicas é uma “ruptura muito dolorosa que a honestidade exige”.

Conforme repercutido pelo UOL, o padre lamentou a dor causada aos fiéis, mas não explicou as circunstâncias que levaram a sua paternidade. Ao renunciar, suas responsabilidades paroquiais foram repassadas ao arcebispo de Lyon, Olivier de Germay, que prontamente apontou o monsenhor Alain Planer como o novo administrador da paróquia.

Esclarecimentos

Peço humildemente o seu perdão, eu mesmo estou chateado com este acontecimento. Abre-se uma nova responsabilidade e para o bem da criança e da sua mãe, não há como fugir de mim. Há algum tempo, experimentei uma grande angústia que não pude ou não sabia como compartilhar. Não deixei aparecer nada porque a sua origem nada tem a ver com a nossa vida paroquial. Essa provação me enfraqueceu muito e alterou meu discernimento.”, explicou o padre Laurent Jullien de Pommerol em seu comunicado.

Olivier de Germay, arcebispo de Lyon, também se pronunciou sobre o ocorrido, e pediu que a congregação não julgasse as ações do padre: “Como vocês sabem, ao dizerem sim ao chamado do Senhor, os sacerdotes concordam em viver na castidade e renunciam ao casamento. Este compromisso é, ao mesmo tempo, exigente e belo, permite entregar-se inteiramente ao Senhor para a missão, à imagem de Cristo casto e pobre. Por motivos que não devemos julgar, o pároco da Beata Paulina Jaricot, nosso irmão, afastou-se desta exigência e assumirá a futura paternidade.”. 

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