Busca
Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaYoutube Aventuras na HistóriaTiktok Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Notícias / Galáxia

Galáxia mais distante conhecida é fotografada pelo telescópio espacial James Webb

Galáxia que aparece em registros do telescópio James Webb surgiu apenas 290 milhões de anos após o Big Bang

por Giovanna Gomes

ggomes@caras.com.br

Publicado em 31/05/2024, às 17h45

WhatsAppFacebookTwitterFlipboardGmail
Imagem capturada pelo telescópio espacial James Webb - Divulgação/Nasa
Imagem capturada pelo telescópio espacial James Webb - Divulgação/Nasa

O telescópio espacial James Webb capturou a imagem da galáxia mais distante já conhecida. Denominada JADES-GS-z14-0, essa galáxia surgiu apenas 290 milhões de anos após o Big Bang, ainda nos primórdios do universo.

O que torna essa descoberta ainda mais intrigante é que a galáxia em questão brilha muito mais intensamente do que o esperado.

Essa luminosidade excepcional sugere que a primeira geração de estrelas pode ter sido mais brilhante do que se imaginava, ou que seu processo de formação ocorreu em um ritmo muito mais acelerado do que as teorias cosmológicas convencionais previam.

"O universo nesses estágios iniciais era diferente do que é hoje", declarou, segundo o jornal The Guardian, o professor Francesco D'Eugenio, da Universidade de Cambridge. "As primeiras galáxias – esta é a mais distante encontrada, mas há outras – parecem ser mais brilhantes do que o esperado dos modelos", destacou.

Universo primitivo

Como aponta a fonte, tais observações revelam o universo em seu estado infantil e já estão transformando a compreensão dos especialistas sobre o universo primitivo. Um ponto importante que vem sendo discutido é que galáxias e buracos negros parecem ter crescido muito mais rapidamente do que se esperava.

Isso sugere que as primeiras estrelas eram muito mais luminosas do que as vistas hoje ou mesmo que a galáxia era muito mais massiva. "Não temos certeza de qual é", disse o professor Stefano Carniani, da Scuola Normale Superiore em Pisa, principal autor do artigo de descoberta.