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Garoto sequestrado há 15 anos por gangue na China finalmente reencontra sua família

O jovem Shen Cong tinha apenas um ano de idade quando estranhos doparam sua mãe e o raptaram

Vanessa Centamori Publicado em 09/03/2020, às 13h35

Shen Cong tinha apenas um ano de idade quando foi sequestrado dentro de casa
Shen Cong tinha apenas um ano de idade quando foi sequestrado dentro de casa - Divulgação

O chinês Shen Cong tinha apenas um ano de idade quando foi raptado por uma gangue de criminosos, no dia 2 de janeiro de 2005. Agora que completou 16 anos, ele finalmente reencontrou a sua família, na semana passada, em Guangzhou, China.

No dia do seu desaparecimento, o pai biológico de Cong, Shen Junliang, foi trabahar, enquanto sua mulher ficou em casa. Dois vizinhos levaram duas pessoas desconhecidas até a casa. Os estranhos doparam a mãe de Cong e levaram a criança. 

Shen Junliang, pai do garoto sequestrado, com máscaras faciais que preparou para reencontrar o filho / Crédito: Zhou Wei / Divulgação

 

Desde aquele dia, Junliang tem tentado encontrar o filho sequestrado, por meio das redes sociais e espalhando centenas de cartazes nas ruas. O garoto foi encontrado somente no último dia 4, em Meizhou, a 400 quilômetros de distância de onde foi capturado pelos criminosos.

A identificação do jovem foi feita por meio de um exame de DNA, que detectou o parentesco dele com Shen Junliang. O pai contou ao jornal local South China Morning Post que estava muito feliz com a volta do filho, que só viu quando era um bebê. "Antes de conhecer meu filho, eu fiquei imaginando como seria falar com ele”, contou na rede social Weibo. “Não pensei que ele fosse tão maduro. Estamos nos dando bem e ele também está feliz".

Zhang Weiping, que foi condenado à pena de morte por sequestrar as crianças na China / Crédito: Divulgação 

 

A polícia não informou como o garoto foi encontrado, mas já descobriu que ele estava entre outras 9 crianças sequestradas há 15 anos. Zhang Weiping, o líder da gangue responsável pelo crime, confessou o incidente e foi condenado à pena de morte, junto a outro criminoso . Cinco suspeitos foram presos em 2016 — dois foram condenados à prisão perpétua, sendo que um deles, uma mulher conhecida como tia Mei, ainda não foi localizada.