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Globo exibirá especial “Falas Femininas” em celebração ao Dia Internacional da Mulher

Documentário, que apresentará a história de 5 mulheres, debaterá os dilemas femininos da atualidade

Fabio Previdelli Publicado em 04/03/2021, às 17h00

Personagens que contarão suas história em "Falas Femininas"
Personagens que contarão suas história em "Falas Femininas" - Divulgação/ Rede Globo

No próximo dia 8 de março, segunda-feira, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, a rede globo exibirá, logo após o Big Brother Brasil, o especial “Falas Femininas”. O programa, que conta com uma equipe majoritariamente feminina, liderada pelas diretoras Antonia Prado e Patrícia Carvalho, destaca as trajetórias inspiradoras, valoriza a potência da mulher brasileira, provocando uma conversa franca sobre alguns dos dilemas femininos da atualidade. 

Em formato documental, a equipe acompanhou, num primeiro momento, o dia a dia de cinco mulheres, que representam o país em sua diversidade cultural, social, racial e religiosa. A segunda etapa do projeto foi gravada nos Estúdios Globo, em São Paulo, onde elas se encontraram em um bate-papo mediado por Fabiana Karla

“Esta homenagem mergulha na rotina de cinco mulheres que representam a brasileira real: batalhadoras que trazem dinheiro para dentro de casa, cuidam dos filhos, da limpeza, da comida. Cuidam muito de todos e pouco de si. O que estas mulheres têm para falar? Com o que elas sonham?”, questiona a diretora Patricia Carvalho

“Apesar de serem as mais numerosas proporcionalmente na nossa população, são as menos vistas, as menos ouvidas, as menos representadas. ‘Falas Femininas’ quer ampliar essas vozes, ao mesmo tempo em que serve como um espelho, para que elas enxerguem e reconheçam seu próprio valor. A partir de uma câmera documental, sensível e cúmplice, o especial revela ao público e às próprias protagonistas a força e a beleza de suas histórias. Nem elas se viam assim”, completa.  

A busca por essas personagens começou em novembro do ano passado, e, em janeiro desde ano, tiveram início as gravações nas cidades de origem das protagonistas escolhidas. “A escolha das personagens partiu do desejo de mostrar histórias ainda desconhecidas, mas fortes e extremamente representativas da população brasileira”, explica Antonia Prado.  

"No especial, vamos conhecer melhor as pessoas por trás dos postos de trabalho ou status social e mergulhar fundo nas suas vidas. Todas essas mulheres carregam marcas e cicatrizes de uma história dura e muito batalhada. Entretanto, isso não impede que tenham alegria, espontaneidade e leveza para superar os problemas e enxergar a vida com esperança. No slam ou na sanfona, na cozinha ou no hospital, elas têm a garra e a força típicas da mulher brasileira”, completa a diretora.   

As cinco protagonistas do ‘Falas Femininas’ se encontraram e se conheceram em São Paulo no fim de janeiro em uma emocionante roda de conversa, na qual se identificaram em suas vivências e lutas cotidianas.  

"Quando começamos a escutá-las, nos reconhecemos em muitas dessas histórias, nos reconhecemos nas dores, nas vontades, nos receios, nos desejos, e isso traz sororidade. Todos vão se sentir contemplados com a beleza desse especial e com todo o conteúdo que vamos oferecer. Na verdade, conteúdo que elas têm para oferecer, já que elas são as estrelas", declara Fabiana Karla, que foi a mediadora do papo e também está na equipe de criação do programa.  

A atris Fabiana Karla foi a mediadora do bate papo / Crédito: Divulgação/ rede Globo

 

 “A mulher brasileira é o pilar social, financeiro e afetivo de diversos lares. Batalhadoras e determinadas, elas seguem uma rotina longa e exaustiva, sem perder o brilho no olhar e a esperança de um futuro melhor. É justamente a essa mulher que o especial presta sua homenagem; à mulher ‘comum’, várias vezes invisível para sociedade, mas cheia de vida e histórias para contar. Queremos que elas se reconheçam em toda sua força, potência e beleza”, defende Antonia.  

Para valorizar a trajetória das cinco, o especial termina prestando uma grande homenagem a cada uma delas. Ao final do encontro em São Paulo, elas foram convidadas a participar de um ensaio fotográfico. “A narrativa antecipa ao espectador que algo vai acontecer e o leva até a revelação ao final, ao desfecho da história, com uma grande surpresa...”, adianta Patricia

Além de ir ao ar no dia 8 de março, depois do ‘Big Brother Brasil’. O especial também terá exibição no GNT, no dia 10 de março, às 23h30, logo após o 'Saia Justa'.  

Conheça as personagens 

Sebastiana do Santos Oliveira, a "Tina" – A diarista, de 47 anos, nasceu na Bahia, onde desde cedo começou a trabalhar em casa de família como empregada. Quando um dos irmãos se muda para São Paulo, pega o mesmo rumo. Na capital paulista, trabalha faz faxina em residências, empresas, cozinha para eventos. Atualmente, mora com os dois filhos (18 e 8 anos). Sempre pagou todas as contas sozinha. Estudou só até a quarta série e diz que isso atrapalha muito para conseguir trabalho. Se considera uma mulher de fé, mas não “segue placa”, ou seja, não tem religião.  

Sebastiana do Santos Oliveira /Crédito: Divulgação/ Rede Globo

 


Cristiane Sueli de Oliveira – A auxiliar de enfermagem, de 44 anos, nasceu e mora em São Paulo. Está separada há dois anos, e mora com os quatro filhos (23, 18, 13 e 7). Ela se divide entre a rotina no hospital, onde trabalha na linha de frente do combate à covid-19, e cuidado deles. Na parte da manhã, o filho mais velho é quem cuida do mais novo, mas também conta com a ajuda da mãe e da irmã para cuidar dos filhos. Cristiane gosta de ir para academia, churrascos e para a igreja, junto da família, que é toda evangélica.  

Cristiane Sueli de Oliveira /Crédito: Divulgação/ Rede Globo

 


Carol Dall – A estudante universitária, de 26 anos, nascida em Bonsucesso, foi criada em Duque de Caxias, região metropolitana do Rio. E, inspirada na prima Ana Lucia, que é pedagoga, Dall resolveu ser professora também. Trabalhou para pagar o próprio cursinho pré-vestibular, e hoje, estuda na UFRJ, onde está concluindo a faculdade de Geografia.

Carol Dall /Crédito: Divulgação/ Rede Globo

 

Ela se forma em meados de março, e com sua trajetória estimulou a própria mãe, Eliane, a voltar para a escola. As duas são muito amigas e ela morre de orgulho de filha, que também escreve poemas, é slammer, e, nas batalhas de poesia, expõe suas vivências. Dall está gravando seu primeiro disco de rap e a mãe é sua grande inspiração. 


Gleice Araújo Silva – A ambulante, de 29 anos, é mais conhecida como Ruana. Ela mora com marido e as três filhas (6, 5 e 4 anos). Ele é militar, e ela tem uma barraca de drinks na praia. Fora da alta temporada, complementa sua renda vendendo comida e drinks em eventos, por encomenda. Filha de uma baiana de acarajé, vê sua mãe como exemplo de mulher forte e independente. Sempre que pode, se dedica à sua religião, o candomblé.

Gleice Araújo Silva /Crédito: Divulgação/ Rede Globo

 


Maria Sebastiana Torres da Silva – A sanfoneira e agricultora, de 59 anos, nasceu em São Raimundo Nonato, no Piauí. Aos 6 anos, encontrou uma antiga sanfona que havia sido abandonada por parente. Limpou, cuidou e aprendeu a tocar sozinha. Logo começou a receber os convites para ir tocar em casamentos e animar aniversários.

Maria Sebastiana Torres da Silva /Crédito: Divulgação/ Rede Globo

 

Não frequentou a escola porque tinha que trabalhar na roça para ajudar a família. Teve nove filhos, sete estão vivos e é avó de 14 netos e continua a trabalhar como agricultora. Em 2019, entrou em uma escola para alfabetização para adultos, onde aprendeu a escrever seu nome e sonha escrever um livro de próprio punho. É muito vaidosa. Tem muitos vestidos com brilhos para as apresentações.