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Glória Ramirez: a mulher mais tóxica do mundo

Entenda o caso da mulher que após dar entrada no pronto socorro, deixou mais de 23 pessoas doentes.

Paola Churchill Publicado em 06/03/2020, às 11h36

Glória Ramirez ficou conhecida como a "mulher tóxica"
Glória Ramirez ficou conhecida como a "mulher tóxica" - Wikimedia Commons

No dia 19 de fevereiro de 1994, a paciente com câncer no colo do útero Glória Ramirez dá entrada no hospital Riverside General Hospital, na Califórnia, com fortes palpitações e desorientada.

A equipe tentou usar de todos os métodos para tentar reanima-lá, a última saída, foi tentar usar da desfibrilação, mas, a corrente elétrica desencadeou em seu corpo um brilho oleoso e ela começou a exalar um forte cheiro de alho.  

Apesar das tentativas de salvá-la, pouco tempo depois, Gloria veio a óbito por obstrução renal. Durante esse processo, Das 37 pessoas que a atenderam, 23 delas apresentaram quadro de vômito, febre excessiva e confusão mental, muitas delas desmaiando no próprio local, sintomas comuns em pessoas que são expostas á radiação.

O caso curioso despertou o interesse de vários médicos e estudiosos que tentavam entender como aquilo poderia ter acontecido. Após alguns dias de pesquisa, a equipe de Patologistas do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore, chegaram a seguinte hipótese: a “mulher tóxica”  pode ter usado dimetilsulfóxido (DMSO), um solvente utilizado como remédio caseiro para a dor.

A substância ao receber descargas elétricas da desfibrilação sofreu  uma reação química e se converteu a sulfato de dimetilo (DMSO4), um gás venenoso e potente. Os sintomas que esse gás apresenta são semelhantes as reações que a equipe médica teve.