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Golden Globe Awards: risos e os melhores de todos os tempos

Tudo o que você precisa ler antes de morrer sobre uma das premiações mais importantes do mundo para a sétima arte! Situações inusitadas e quais os vencedores que mereceram subir no palco

Daniel Bydlowski Publicado em 26/02/2021, às 10h48

Imagem ilustrativa do troféu do Globo de Ouro
Imagem ilustrativa do troféu do Globo de Ouro - Getty Images

Desde 1944 pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, o Globo de Ouro é um dos prêmios entre os melhores da indústria cinematográfica e da televisão. A telinha passou a competir a grande corrida apenas em 1956.

O primeiro Globo foi entregue em três categorias ao The Song of Bernadette, este que estreou no pódio, inclusive como melhor filme. Desde então, será que são só tapetes vermelhos e vestidos brilhantes?

O prêmio é permeado por filmes irretocáveis e situações hilárias nos 77 anos em que receberam os mais diversos diretores, atores, roteiristas e animadores em um dos palcos mais cobiçados do mundo. Vamos relembrar.

As situações inusitadas

O Monólogo:

começamos com Ricky Gervais em sua quinta vez no comando da apresentação do prêmio (2020) já chegou cheio de piadas, causando risadas e desconfortos. Dentre as alfinetadas direcionadas aos filmes e indicados, estavam temas como xenofobia, falta de representatividade e política. Até a Disney ele não perdoou! “O irlandês' é bom, mas tão longo que DiCaprio foi ver o filme e quando ele terminou o par romântico dele já era maior de idade.", diz Gervais

Não atrás:

Tina Fey, comediante, também fez história nos palcos com piadas que deixaram a plateia aos risos. Como quando ela chamou Leonardo DiCaprio (2014) para receber seu prêmio por O Lobo de Wall Street e fez um comparativo do palco com partes íntimas das supermoledos com quem o galã tem muitas affairs.

Tombo:

Quem nunca? Claro, não no tapete vermelho, mas na frente do crush. O pior pesadelo de qualquer premiado é cair na frente do mundo inteiro. Mas muitos já passaram por isso como Milo Ventimiglia, em 2018, quando caiu bem no único vão aberto da piscina.

Ei, você ganhou!:

aquela corridinha rápida para ir ao banheiro antes do filme? Então, não faz isso no Globo de Ouro, não. Christine Lahti foi avisada que era a ganhadora (2016) enquanto dava a descarga.

Deselegância:

Ao ganhar o prêmio com American Horror Story (2016), Lady Gaga se deparou com o DiCaprio rindo enquanto ela ia ao palco. Será?

Troca de palavras:

Sophia Vergara, ao apresentar em 2017, fez uma piadinha que desagradou alguns, porque tinha menores, no entanto, outros caíram na gargalhada. Em vez de falar da tradição anual, ela usou “anal”.


Os melhores

- Forrest Gump (1994): com certeza merecido. Este filme é um marco de roteiro, e a atuação genial de Tom Hanks elimina qualquer dúvida, tanto é que foi o vencedor como melhor ator em 1995, digno do tapete vermelho. Na guerra, como astro do futebol ou como capitão de um barco de camarões, Gump passa uma lição incrível que fala sobre otimismo e doação. E magistralmente, Hanks incorporou o improviso que chamou a atenção de seu diretor. A composição do personagem é mágica. Dificilmente outro filme alcançará esse sucesso.

Central do Brasil (1998): não podia deixar de citar essa premiação. Foi o Brasil abrindo todas as portas para aparecer como um país que faz cinema. Fernanda Montenegro dispensa qualquer comentário, é nosso maior patrimônio cinematográfico. A forma visceral de como são contadas frações das histórias do nosso povo, realmente, não tinha outro final, a não ser o sucesso internacional.

Toy Story (1999): o melhor filme animado do Globo de Ouro. Sem dúvida essa franquia mexeu com as crianças e com os adultos. Milhares de brinquedos vendidos a partir de uma história que fala sobre admiração, cuidado, respeito e amor fraternal. Tem muito grandão por aí que não sabe metade da vida que uma criança que assistiu à animação sabe.

Moulin Rouge (2001): melhor filme musical do prêmio, sem dúvidas. O amor realmente é vermelho, e as músicas, cenário, roteiro e danças provam isso. Inspirado em três óperas, La bohème de Giacomo Puccini, La traviata de Giuseppe Verdi, e Orphée aux enfers de Jacques Offenbach, a paixão por uma cortesã perigosamente doce foi trabalhada minunciosamente para contribuir com o sucesso.

American Horror Story (2012): a série deveria estar mais vezes no Globo de Ouro e não só com Jéssica Lange, vencedora como atriz coadjuvante, e com Lady Gaga, como melhor atriz, mas em todos os sentidos. Trilha sonora, terror, melhor atriz, ator, roteiro, enfim. Claro que existiram os altos e baixos, mas por diversas vezes a produção fez história com tanta criatividade e riquezas de detalhes.

-Django Livre (2012): produzido por Quentin Tarantino, mas quem levou a boa da história foi Christoph Waltz, que recebeu o prêmio como melhor ator. A história do escravo livre e determinado e do alemão, caçador de recompensas, rendeu litros de sangue, comédia, faroeste, referências pop e lendas alemãs. Acho que um prêmio foi pouco.

O Irlandês (2019): não ganhou, mas as indicações foram muitas: melhor filme, melhor direção, melhor ator coadjuvante e melhor roteiro. Deveriam revisar esse Globo de Ouro, de fato foi um grande filme e conquistou os amantes do cinema.


Sobre o cineasta:

O cineasta brasileiro Daniel Bydlowski é membro do Directors Guild of America e artista de realidade virtual. Faz parte do júri de festivais internacionais de cinema e pesquisa temas relacionados às novas tecnologias de mídia, como a realidade virtual e o future do cinema. Daniel também tenta conscientizar as pessoas com questões sociais ligadas à saúde, educação e bullying nas escolas.

É mestre pela University of Southern California (USC), considerada a melhor faculdade de cinema dos Estados Unidos. Atualmente, cursa doutorado na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. Recentemente, seu filme Bullies foi premiado em NewPort Beach como melhor curta infantil, no Comic-Con recebeu 2 prêmios: melhor filme fantasia e prêmio especial do júri. O Ticket for Success, também do cineasta, foi selecionado no Animamundi e ganhou de melhor curta internacional pelo Moondance International Film Festival.