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Golpe de Estado em Mianmar é reprovado por autoridades ao redor do mundo

A líder política Aung San Suu Kyi e demais dirigentes do país foram depostos e presos nesta segunda-feira, 1. Militares alegam fraude eleitoral

Giovanna Gomes Publicado em 01/02/2021, às 08h06

Aung San Suu Kyi
Aung San Suu Kyi - Wikimedia Commons

O golpe de Estado ocorrido nesta segunda-feira, 1, em Mianmar gerou uma série de reações negativas pelo mundo. Por lá, os militares justificam a ocorrência de fraude nas últimas eleições. As informações são do UOL.

Antonio Guterres, secretário geral da ONU, reprovou a ação do exército, que depôs e prendeu a líder do governo Aung San Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz, e demais dirigentes. "A declaração de transferência de todos os poderes legislativos, executivos e judiciais aos militares (...) representa um duro golpe para as reformas democráticas em Mianmar", declarou.

"Esperamos que todas as partes envolvidas em Mianmar solucionem suas diferenças no âmbito da Constituição e das leis para manter a estabilidade política e social", disse Wang Wenbin, porta-voz do governo chinês.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson, escreveu uma nota em sua conta no Twitter exigindo que os políticos fossem libertados e condenando o golpe. "Condeno o golpe de Estado em Mianmar e a detenção ilegal de civis, incluindo Aung San Suu Kyi", declarou.

O governo americano também se mostrou contrário à decisão do exércio. A porta-voz Jen Psaki, declarou, em comunicado, que "o governo dos Estados Unidos se opõe a qualquer tentativa de alterar o resultado das recentes eleições ou de impedir a transição democrática em Mianmar e adotará ações contra os responsáveis caso estas medidas não sejam revertidas".