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Notícias / Reino Unido

Reino Unido indenizará pessoas que receberam transfusão de sangue contaminado com HIV

Transfusões com sangue contaminado ocorreram durante as décadas de 70 e 80; na época, dezenas de milhares de pessoas contraíram o vírus por erro médico

por Giovanna Gomes

ggomes@caras.com.br

Publicado em 20/05/2024, às 11h54

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Imagem ilustrativa - Imagem de Tatiana por Pixabay
Imagem ilustrativa - Imagem de Tatiana por Pixabay

O Reino Unido anunciou nesta segunda-feira, 20, que irá indenizar milhares de pessoas que receberam transfusões de sangue contaminado com HIV ou hepatite C durante as décadas de 1970 e 1980.

De acordo com o jornal britânico Sunday Times, mais de 10 bilhões de libras, o equivalente a cerca de R$ 64,7 bilhões, devem ser gastos pelo governo.

Considerado um dos piores escândalos na história do Serviço Nacional de Saúde (NHS), que é financiado pelo estado, o erro médico resultou na morte de pelo menos 3 mil pessoas. Além disso, estima-se que cerca de 30 mil pessoas tenham sido contaminadas, embora o número possa ser maior, já que alguns casos de infecção nunca foram registrados.

De acordo com o portal O Globo, sobreviventes e familiares das vítimas têm exigido justiça, indenização e respostas sobre como o erro ocorreu, apesar dos diversos avisos sobre os riscos de contaminação. Na época, amostras de sangue contaminado e produtos sanguíneos, alguns importados dos Estados Unidos, foram administrados em pacientes que precisavam de transfusões ou tratamento para hemofilia.

Pedido de desculpas

Segundo o Sunday Times, o primeiro-ministro Rishi Sunak fará um pedido de desculpas oficial, além de emitir o relatório de inquérito pelas autoridades. O governo também deve anunciar um pacote de compensação financiado por empréstimos já nesta terça-feira.

"Acho que este é o pior escândalo da minha vida", disse o ministro das Finanças, Jeremy Hunt, ao jornal. "As famílias têm todo o direito de estar incrivelmente irritadas que gerações de políticos, incluindo eu quando era secretário de saúde, não agiram rápido o suficiente para abordar o escândalo."