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Governo chinês pede que museu retire palavras 'Gengis Khan' de exposição sobre ele próprio

‘Império’ e ‘Mongol’ também são alguns termos questionados pela China, que é acusada de discriminação contra os mongóis étnicos

Isabela Barreiros Publicado em 14/10/2020, às 14h49

Retrato de Gengis Khan
Retrato de Gengis Khan - Wikimedia Commons

O governo chinês interferiu em uma exposição realizada pelo museu de história Château des Ducs de Bretagne, localizado em Nantes, na França. As autoridades pediram que palavras como “Gengis Khan”, “Império” e “Mongol” fossem retiradas da exibição sobre o próprio imperador molgol Gengis Khan.

Em resposta a isso, a mostra será adiada pela instituição em pelo menos três anos. Bertrand Guillet, diretor do Château des Ducs de Bretagne, disse que eles tomara “a decisão de interromper essa produção em nome dos valores humanos, científicos e éticos que defendemos”.

Segundo nota do museu, a intervenção chinesa foi considerada como uma “censura” à exposição planejada, demonstrando, essencialmente, o "endurecimento da posição do governo chinês contra a minoria mongol". Eles também acusam as autoridades chinesas de tentarem reescrever a história.

A China pediu que elementos fossem alterados na mostra, “incluindo elementos notáveis ​​de reescrita tendenciosa da cultura mongol em favor de uma nova narrativa nacional”. Também foi informado que eles queriam ter a possibilidade de controlar os folhetos e mapas da exposição em questão. O momento é de tensão no país, pois suas autoridades estão sendo acusadas de maior discriminação contra os mongóis étnicos da região.