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Governo chinês proíbe presença de "homens efeminados" na TV

Medida condena estética semelhante à de ídolos do k-pop, que estava começando a ser copiada por celebridades na China

Ingredi Brunato, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 02/09/2021, às 19h00

Fotografia meramente ilustrativa de homem segurando controle remoto
Fotografia meramente ilustrativa de homem segurando controle remoto - Divulgação/ Pixabay / Gadini

Segundo divulgado pela ABC News nesta quinta-feira, 2, o governo chinês decidiu que os canais de televisão não devem mais mostrar homens considerados como "efeminados". 

A nova regra faz parte de um projeto nacional que pretende estabelecer novos padrões para o mercado, o sistema educacional, a religião e a cultura, com todos os ramos sendo guiados por uma noção de moralidade condizente com as crenças do Estado. 

Ainda conforme o veículo, o regulador da televisão anunciou que os canais chineses deveriam "pôr fim aos homens maricas e outras estéticas anormais". Vale destacar que ele usou um termo pejorativo para referir-se aos homens tidos como efeminados. 

O porta-voz do governo ainda afirmou que, em vez de "promover celebridades vulgares da internet", as emissoras chinesas deveriam "promover vigorosamente a excelente cultura tradicional chinesa, a cultura revolucionária e a avançada cultura socialista". 

O governo chinês mostrou-se particularmente enfático em relação à sua desaprovação diante de celebridades, figuras que geralmente são alvo da admiração da juventude. 

Segundo a ABC News, a preocupação com essa questão viria da influência cultural que os ídolos do k-pop, por exemplo, têm exercido sobre os atores e cantores da China, que por vezes procuram imitar sua aparência, usando maquiagem, pintando o cabelo e praticando outros hábitos tradicionalmente associados à mulheres. 

Outro aspecto que o governo chinês tem limitado é o acesso aos videogames, cujo uso as autoridades também consideram como prejudicial à saúde dos jovens.