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Governo dos EUA identifica apoiadores da Al-Qaeda no Brasil

Autoridades norte-americanas buscam desmantelar o suporte financeiro recebido pela organização

Ingredi Brunato, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 22/12/2021, às 17h27

Atentado às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001
Atentado às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001 - Getty Images

O Departamento do Tesouro do governo dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 22, os nomes de quatro moradores do Brasil que seriam afiliados à Al-Qaeda, a organização fundamentalista islâmica que esteve por trás do ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. 

O órgão público norte-americano identificou essa pequena rede de apoiadores do grupo terrorista para que pudesse impor sanções econômicas a esses indivíduos. Além dos quatro, foram listadas duas empresas que possuem sede na cidade de São Paulo que também teriam ligações ao grupo, segundo informações repercutidas pelo UOL. 

Na semana passada, o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa brasileira, também foi incluído na lista de pessoas físicas ou jurídicas que são bloqueadas pelo Gabinete de Controle de Ativos Estrangeiros, agência que também faz parte do Departamento do Tesouro. 

Na prática, a classificação significa o congelamento imediato de bens atrelados aos membros da lista que estejam dentro do sistema financeiro estadunidense. 

"As designações de hoje ajudarão a negar o acesso da Al Qaeda ao setor financeiro formal para gerar receita para apoiar suas atividades", explicou Andrea Gacki, diretora do Gabinete, ainda de acordo com o UOL.