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Governo etíope promete reparar mesquita destruída durante Guerra do Tigré

De acordo com a crença local, tumbas do centro religioso abrigariam os restos de 15 discípulos de Maomé

Fabio Previdelli Publicado em 05/01/2021, às 10h38

A mesquita al-Nejashi
A mesquita al-Nejashi - Divulgação

O governo da Etiópia prometeu que consertará uma centenária mesquita que foi parcialmente destruída no ano passado, durante um conflito na região de Tigré.

O templo religioso é localizado na cidade de Wukro, a cerca de 800 quilômetros da capital do país, Adis Abeba. As informações são da BBC.

A mesquita al-Nejashi foi bombardeada e saqueada, além de túmulos de figuras islâmicas históricas terem sido danificadas. Além dela, o governo também anunciou que reparará outra igreja próxima, que também foi afetada durante o conflito. 

Segundo a crença local, o al-Nejashi foi construído pelos primeiros muçulmanos a migrar para a África. Eles fugiram da perseguição em Meca e receberam refúgio no que era então o Reino de Aksum. 

Os muçulmanos etíopes acreditam que 15 discípulos de Maomé estão enterrados nas tumbas danificadas da mesquita. Eles também dizem que o centro religioso é o mais antigo da África, embora outros acreditem que esse título pertence a uma mesquita no Egito.