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Governo identificou '500 áreas em risco iminente' após queda em Capitólio

A afirmação foi feita pelo Ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, depois de análise

Wallacy Ferrari Publicado em 17/01/2022, às 07h56

Registros da tragédia ocorrida em Minas Gerais
Registros da tragédia ocorrida em Minas Gerais - Divulgação/Vídeo/Redes sociais

Um relatório listando pontos turísticos de visitação pública em regiões conhecidas pelas belezas naturais deve ser revelado a público visando prevenir novos acidentes semelhantes aos que ocorreu em Capitólio, no sul de Minas Gerais, após a queda de uma rocha vitimar fatalmente 10 turistas que embarcaram em uma lancha próxima ao cânion do deslocamento.

O relatório foi revelado pelo ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, em entrevista no último domingo, 16, ao programa Fantástico, da TV Globo, relatando que o Serviço Geológico do Brasil, empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, estimou uma relação com 500 áreas em diversas regiões do Brasil com riscos em caso de permanência humana.

Já vamos disponibilizar 500 áreas em risco iminente. Quero fazer isso o mais rápido possível, para ontem. Para que a gente possa cada vez mais oferecer mais segurança ao turista, envolver os estados e municípios, que são lá na ponta, na capilaridade”, afirmou o ministro.

Alguns dos lugares que possam compor a lista foram pautadas pela reportagem em que o ministro depôs; um exemplo foi o visitado Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

O local tem um famoso mirante apoiado por duas rochas que, ao passar por análise da Universidade Federal de Goiás, foi notado que estavam apoiadas apenas em uma "camadinha de 10 cm de argila".

Os mesmos riscos alertaram a averiguação do Cânion do Rio Poti, no Piauí, e os Cânions do Xingó, no Sergipe, sendo fechados nessa época de chuvas para uma inspeção minuciosa.