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Mulher que perdeu família no genocídio de Ruanda reencontra familiares 26 anos depois

Órfã aos dois anos de idade, a atual enfermeira recorreu as redes sociais para encontrar algum parente vivo

Caio Tortamano Publicado em 24/09/2020, às 14h53

À esquerda, Grace Umotoni, que encontrou parentes de sua falecida mãe, á direita
À esquerda, Grace Umotoni, que encontrou parentes de sua falecida mãe, á direita - Divulgação

Órfã aos dois anos, Grace Umotoni reencontrou parte de sua família depois de ter colocado sua história em diferentes redes sociais, como Whatsapp, Facebook e Twitter. Aos 28 anos de idade, a enfermeira sabia que tinha sido levada até o centro da capital de Ruanda, Kigali, depois de seus pais terem morrido em Nyamirambo, bairro onde moravam.

Os pais da jovem morreram durante o genocídio de Ruanda, em 1994, quando 800 mil pessoas da etnia Tutsi foram trucidados por membros da elite hutu, que ocupavam altos cargos no governo. Depois de meses, Antoine Rugagi se deparou com a foto da mulher em um grupo do Whatsapp, e percebeu que ela se parecia muito com a falecida irmã. Uma notícia surpreendente: era um reencontro familiar. 

Em entrevista à BBC, Grace afirmou que fez testes de DNA e que os resultados apontaram 82% de compatibilidade genética, uma semelhança expressiva entre tios e sobrinhos. “Fiquei chocada, não pude deixar de expressar a minha felicidade, ainda hoje acho que estou sonhando, foi o milagre que sempre orei”, disse Umutoni.

Rugagi revelou a Grace que seu nome original era Yvette Mumporeze, mas pela falta dos parentes acabou se perdendo com o tempo. Com a ajuda do tio, a mulher foi apresentada não somente a família por parte de mãe, bom como o lado paterno de sua família, que também tinha perdido contato.