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Gravadora se retrata após cantor de K-pop usar parte do discurso de Jim Jones em música

O astro do BTS, Suga, retirou trecho de fala do infame líder do massacre de Jonestown para canção de seu novo projeto solo

Alana Sousa Publicado em 03/06/2020, às 13h00

Foto de Jim Jones, líder do Massacre de Jonestown
Foto de Jim Jones, líder do Massacre de Jonestown - Wikimedia Commons

O membro da banda de K-pop BTS, Suga, utilizou em seu mais novo álbum solo um trecho do discurso de Jim Jones, o famoso líder do culto Jonestown. Agora, a gravadora que cuida da carreira do artista, BigHit Entertainment, publicou um comunicado se desculpando pelo ocorrido.

A música que gerou polêmica foi What Do You Think?, que integra o projeto D-2. Após a revolta na internet, uma nova versão da canção foi enviada para os serviços de streaming, enquanto a antiga foi retirada.

Em um documento, a BigHit afirma que: “Nós temos muitos processos de revisão de conteúdos que são lançados para o público global, tentando sempre evitar problemas sociais, culturais e históricos, mas também temos limitações na compreensão das situações [...] Suga se sente envergonhado e responsável por este problema, mesmo que ele não tivesse ideia do que isso iria causar”.

Entre as frases de Jim Jones que fazia parte da canção estava a afirmação: “Embora você esteja morto, você viverá, e aquele que vive e crê nunca morrerá”, um dos pensamentos polêmicos do líder, morto em 1978.

A trajetória de Jim Jones

Nascido em 13 de maio de 1931, em Indiana, nos Estados Unidos, Jim Jones foi o pastor e o líder fundador do Templo Popular, uma seita pentecostal cristã de orientação socialista, que ficava na comuna Jonestown — também criada pelo lunático.

Em 18 de novembro de 1978, Jones foi responsável por implantar crenças que foram capazes de matar 918 pessoas. A ocasião foi uma mistura de suicídio coletivo e assassinatos.

Alguns dos membros que participavam da seita foram assassinados por tiros e facadas. No entanto, a grande  maioria morreu por conta da ingestão de ume bebida, por ordens do pastor. O líquido era composto por veneno e um ponche de frutas.