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Greta Thunberg ganha o título de personalidade do ano pela revista Time

Ativista sueca de 16 anos é conhecida por pedir medidas concretas para o combate das mudanças climáticas

Fabio Previdelli Publicado em 11/12/2019, às 10h55

Greta Thunberg durante conferência da COP25 em Madri
Greta Thunberg durante conferência da COP25 em Madri - Getty Images

A jovem ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, foi eleita a personalidade do ano de 2019 pela revista americana Time. O anúncio foi feito na publicação desta quarta-feira, 11.

Conhecida por pedir medidas concretas para o combate das mudanças climáticas, Greta deu início a um movimento internacional de estudantes em uma sexta-feira de agosto de 2018. Na ocasião, a ativista faltou à aula e se sentou em frente ao Parlamento da Suécia para protestar contra os incêndios e as recentes ondas de calor que afetavam o país.

Capa da revista Time que nomeia Greta Thunberg como personalidade do ano / Crédito: Divulgação Time

 

Com um cartaz escrito “Em greve escolar pelo clima”, ela se tornou inspiração para jovens de todo o mundo que passaram a se mobilizar, às sextas-feiras, para cobrarem que as autoridades mundiais cumprissem as metas de emissão de gases causadores do efeito estufa. O movimento ficou conhecido como “Fridays For Future”.

Greta também participou de grandes eventos mundiais como a COP25 e o Fórum Econômico Mundial. Em um de seus discursos mais marcantes, feito na ONU em setembro, a sueca declarou: "Vocês roubaram os meus sonhos e infância. Estamos no início de uma extinção em massa, e a única coisa que vocês falam é sobre dinheiro e o conto de fadas de crescimento econômico eterno. Como se atrevem?”.

A jovem concorreu com outras 57 personalidades do meio político e do entretenimento, como: os presidentes Jair Bolsonaro (Brasil), Donald Trump (Estados Unidos), Emmanuel Macron (França), Vladimir Putin (Rússia), Xi Jimping (China), Volodymyr Zelenski (Ucrânia) e Recep Tayyip Erdogan (Turquia).

O método para a escolha da revista passa por uma votação popular que “provê informações relevantes sobre a opinião pública, dando aos leitores uma chance de influenciar na escolha”, que é feita de fato pelos editores da revista.

Segundo informou o UOL, na última semana, o presidente Jair Bolsonaro tinha 1% de aprovação do público, que concordava com a nomeação, enquanto 99% discordavam.