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Notícias / Holocausto

Grupo de sobreviventes do Holocausto pede para jovens não votarem na extrema-direita

Em um evento realizado na Alemanha, alguns sobreviventes entre 81 e 102 anos assinaram uma carta aberta para alertarem jovens em semana de eleições

Leon Weintraub, um dos sobreviventes que assinaram a carta aberta - Reprodução / Youtube / Oral History/ POLIN Museum collection
Leon Weintraub, um dos sobreviventes que assinaram a carta aberta - Reprodução / Youtube / Oral History/ POLIN Museum collection

Sobreviventes do Holocausto apelaram aos jovens eleitores, na última terça-feira, 4, para barrar o crescimento da extrema-direita nas eleições europeias que ocorrerão esta semana. "Não pudemos impedir àquela altura. Mas vocês podem fazê-lo hoje", disseram em uma mensagem.

"Para milhões de vocês, as eleições europeias são as primeiras de suas vidas. Para muitos de nós, podem ser as últimas", escreveram os oito homens e mulheres, com idades entre 81 e 102 anos, em uma carta aberta divulgada durante uma coletiva de imprensa em Berlim.

Segundo as pesquisas, as eleições, que acontecem entre 6 e 9 de junho, poderão dar um impulso aos partidos da extrema-direita em vários países da UE.

Segundo pesquisas, as eleições, programadas entre 6 e 9 de junho, podem favorecer os partidos de extrema-direita em diversos países da UE. Na Alemanha, as sondagens indicam que o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) possui cerca de 15% das intenções de voto, superando os 11% obtidos em 2019, apesar de uma série de escândalos que comprometeram a imagem da formação de extrema-direita.

Mensagens impactantes

Ruth Winkelmann, de 95 anos, afirmou ter assinado a carta porque acredita que a AfD está se fortalecendo excessivamente. Esta formação tem "algumas semelhanças" com os nazistas da década de 1930, que também eram "contra pessoas diferentes", disse ela à AFP.

Walter Frankenstein, de 99 anos, também comparou o atual cenário político ao dos anos 1930, mencionando "um governo democrático fraco e um partido que unificava os descontentes". Ambos sobreviveram escondendo-se em bunkers públicos com suas famílias, segundo o portal O Globo.

Leon Weintraub, de 98 anos, que passou grande parte de sua juventude em diversos campos de concentração, explicou que "quatro dos [seus] parentes mais próximos foram assassinados". Eles foram mortos "como resultado [...] desses pensamentos radicais, de desprezo pelos outros, de xenofobia", enfatizou.