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Notícias / China

Guerra na Ucrânia pode afetar decisão da China de invadir Taiwan, diz CIA

O território busca ser reconhecido como nação independente, porém o governo chinês quer reanexá-lo

Redação Publicado em 21/07/2022, às 17h04

Montagem mostrando Bill Burns, atual diretor da CIA, e bandeiras respectivas da China e de Taiwan atrás - Divulgação/ Youtube/ The Guardian e Domínio Público
Montagem mostrando Bill Burns, atual diretor da CIA, e bandeiras respectivas da China e de Taiwan atrás - Divulgação/ Youtube/ The Guardian e Domínio Público

Durante uma coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira, 20, o diretor da CIA, Bill Burns, revelou de que forma as tensões diplomáticas entre Taiwan e a China podem ser afetadas pela guerra iniciada pela invasão da Rússia à Ucrânia.

Vale lembrar que o governo chinês considera o local ainda como uma província chinesa, porém, na prática, a ilha já funciona há décadas como um Estado independente, possuindo governantes eleitos democraticamente, assim como moeda nacional e suas próprias Forças Armadas.

Dessa forma, a possibilidade da China tentar forçar uma reanexação do território através de uma investida militar é um risco constante para Taiwan, que hoje é oficialmente reconhecida como nação soberana por apenas 14 países, segundo repercutido pela Folha de São Paulo. 

Eu não subestimaria a determinação do presidente Xi Jinping de reforçar o controle da China sobre Taiwan (...) Eu acho que os riscos disso acontecer estão aumentando à medida que essa década avança", opinou o diretor do serviço de inteligência dos Estados Unidos, conforme repercutido pelo The Guardian.  

O exemplo russo

Bill Burns apontou ainda que a guerra da Rússia contra a Ucrânia deve estar sendo observada com atenção pelo governo chinês, uma vez que a nação pode aprender com os erros cometidos pelo Kremlin, assim como repetir seus acertos. 

Eu acho que a liderança chinesa está tentando estudar as lições da invasão da Ucrânia pela Rússia, e o que isso diz para eles (...) Provavelmente afeta menos a questão de 'se' a China vai escolher tomar a decisão de usar força para controlar Taiwan, e sim a questão de 'quando' e 'como' isso vai acontecer", concluiu o líder da CIA.