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Guerreira amazona e amante são desenterradas por arqueólogos na Mongólia

Os corpos foram encontrados perto da fronteira com a Rússia, e a Amazona Mongol atraiu a atenção dos pesquisadores

André Nogueira Publicado em 03/09/2019, às 09h00

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Reprodução

Arqueólogos na Mongólia desenterraram dois túmulos no país com dois sepultamentos reveladores: uma guerreira, que foi apelidada de Amazona mongol, e uma amante. A amazona morreu com cerca de 30 ou 40 anos e era consideravelmente alta para a época (1.80m).

Segundo os arqueólogos da Universidade Técnica Nacional de Pesquisa de Irkutsk, ela foi enterrada com diversos objetos do universo masculino dessa sociedade, em Khövsgöl, perto da fronteira com a Rússia.

“Pode-se supor que ela era uma guerreira, pois foi enterrada com uma longa faca de ferro, machado, cadeira de andar com estribos e uma tigela de bronze, um atributo extremamente raro para enterros femininos. Ela tem ossos grandes nos membros, indicando sua força física”, comentou Arthur Kharinsky ao The Siberian Times

Enterramento da guerreira amazona / Crédito: Reprodução

 

Porém, o corpo possui diversos sinais de doença física em seu leito de morte: buracos na região da arcada dentária e lesões ósseas que não saíram de batalhas.

“Não vemos vestígios de feridas de combate em seus ossos, mas assumimos que ela teria participado de brigas com homens", disse Kharinsky. O tocante ao sexo do corpo será averiguado em uma análise genética, pois a descoberta é consideravelmente singular.

Machado de ferro e lança de faca enterrados com a amazona / Crédito: Reprodução

 

O segundo corpo encontrado, pouco antes, é de uma mulher muito rica, com um sepultamento cheio de adereços e presentes caros: "Essas coisas são claramente de origem europeia e poderiam ser obtidas por um guerreiro mongol durante uma campanha no Ocidente, e depois apresentá-las à sua amada. Esses itens não são o resultado do comércio, eles não preservaram sua integridade. Eles eram claramente o resultado de uma parte de pilhagem entre os guerreiros . Kharinsky acredita que se trata de uma esposa ou amante de um conquistador mongol.