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Bombas da Segunda Guerra podem detonar o sítio arqueológico de Pompeia

Documentos e mapas do conflito revelam que 10 explosivos enterrados no local ameaçam a cidade devastada pela erupção do Vesúvio em 79 d.C

André Nogueira Publicado em 10/07/2019, às 08h00

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Crédito: Reprodução

Um problema que assusta a Europa há 75 anos, é a periogosa quantidade de bombas intactas da Segunda Guerra Mundial. Em diversos campos e cidades, a presença de explosivos enterrados parece ameaçar não só os vivos, mas também dos mortos. É o caso do sítio arqueológico de Pompeia. 

Entre as diversas bombas adormecidas encontradas na Europa, pelo menos, 10 estão enterradas em Pompeia, um dos principais sítios arqueológicos do período romano. Segundo o jornal italiano Il Fatto Quotidiano, 165 bombas foram lançadas sobre a cidade pelos aliados em agosto de 1943.

Até hoje, menos de dois terços da área do local foi escavado, permitindo que diversas bombas possam destruir o Patrimônio Arqueológico no futuro. Algumas foram encontradas em uma missão napolitana em 1986. Algumas bombas já explodiram na cidade ou foram desativadas. Entretanto, existem 10 bombas que se sabe da existência, mas não a localidade exata. 

O jornal italiano citado também foi responsável pela divulgação de documentos exclusivos do Arquivo Nacional de Fotografia Aérea (Escócia), que revelou um mapa de bombardeio da Guerra.

No entanto, ainda não é possível encontrar ou produzir documentos que indiquem a localização específica das bombas que ameaçam Pompeia. A presença misteriosa dos explosivos pode dificultar o controle das autoridades do sítio, todavia, já foi anunciado que o local não apresenta risco aos turistas.