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'Havia relações sexuais entre todos ali', afirma delegada que investiga caso Flordelis

“Eles [Flordelis e Anderson] se apresentavam como um casal amoroso para a sociedade, mas às escuras era totalmente diferente”, diz outro investigador

Fabio Previdelli Publicado em 14/11/2020, às 11h19

Fotografia da deputada federal Flordelis
Fotografia da deputada federal Flordelis - Wikimedia Commons

Na tarde de ontem, 13, aconteceu mais uma audiência sobre a suposta participação da deputada federal Flordelis do Santos na morte de seu marido Anderson do Carmo, que também era pastor. Na sessão, a delegada Barbara Lomba — que é a responsável pela primeira fase de investigações — disse que dentro da família havia diversas relações sexuais entre seus membros, que viviam na comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro.  

“Havia relações entre todos ali. Flordelis não se relacionava só com o Anderson e o Anderson não se relacionava só com ela”, informou Lomba ao relatar coisas que lhe chamaram a atenção durante a apuração e investigação do crime.  

Barbara foi a segunda testemunha de acusação a falar na audiência. Flordelis, por sua vez, chegou na sessão com 45 minutos de atraso, e levou uma bronca da juíza Nearis dos Santos.

Segundo notícia divulgada pelo O Globo, a delegada descreveu, com detalhes, a relação entre os membros da família. As informações, segundo ela, foram lhe passadas durante uma conversa informal com Flávio dos Santos, filho da deputada.  

Flávio se disse revoltado com as relações que ele viu [na casa]. As relações eram baseadas na mentira. Estabeleceu-se uma lógica familiar baseada em estratégia e fachadas tinham que ser montadas. Muitas coisas que aconteciam lá, não poderiam aparecer”, afirmou a delegada.  

Barbara ainda afirmou que Flordelis “elegeu” Anderson como seu marido, pois ele seria “o mais preparado” para tal função. Vale ressaltar que o pastor chegou à casa da deputada ainda quando era um adolescente.  

As informações reveladas por Lomba corroboram com as declarações dadas pelo delegado Allan Duarte, responsável pela segunda fase das investigações que prestou depoimento antes de Barbara. “Eles [Flordelis e Anderson] se apresentavam como um casal amoroso para a sociedade, mas às escuras era totalmente diferente”, disse Duarte.  

Em sua defesa, a deputada negou participação no crime: “Eu não mandei matar meu marido. Jamais faria isso”. Por possuir imunidade parlamentar, Flordelis não pode ser presa. No entanto, na Câmara dos Deputas ela sofre um processo por quebra de decoro e pode perder seu mandato. Além do mais, ela usa uma tornozeleira eletrônica.