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Helicóptero que Ricardo Boechat sofreu acidente não tinha manutenções no compressor desde 1988

Em relatório, a Força Aérea Brasileira dá detalhes sobre acidente que aconteceu em fevereiro de 2019 e levou à morte do jornalista e do piloto da aeronave

Redação Publicado em 30/10/2020, às 12h23 - Atualizado às 16h22

Fotografia de Ricardo Boechat
Fotografia de Ricardo Boechat - Wikimedia Commons

Um relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), e da Força Aérea Brasileira (FAB), divulgado na última quinta-feira, 29, revelou que diversas falhas de manutenção no helicóptero que transportava o jornalista Ricardo Boechat, ocasionaram na queda do meio de transporte, em 11 fevereiro do ano passado.

Na ocasião, o helicóptero caiu na Rodovia Anhanguera, no Rodoanel, localizado em São Paulo. A aeronave bateu em um caminhão que se locomovia na via, esse acidente levou à morte do piloto Ronaldo Quattrucci, de 56 anos, e de Boechat, que faleceu aos 66 anos enquanto trabalhava como apresentador do Jornal da Band, da rádio BandNews FM e como colunista da revista ISTOÉ.

Segundo reportagem publicada pela ISTOÉ, o documento destaca falhas no compressor do helicóptero, de acordo com o relatório esse foi um dos principais elementos que resultaram na queda. Além disso, a declaração informa que o compressor não havia sido trocado desde 1988. Para o Cenipa, Ronaldo tomou atitudes erradas como um profissional no comando do helicóptero, já que realizou um voo de táxi aéreo sem possuir autorização operacional para tal.

Sendo assim, o relatório conclui que no ocorrido “houve ineficiência, por parte do operador (piloto), quanto da organização de manutenção, no acompanhamento e na execução dos processos de manutenção” da aeronave.