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Coreia do norte diz que irá reforçar sua "dissuasão de guerra"

Afirmação foi feita em um relatório, divulgado no último dia 25, data que marcou os 70 anos do início da Guerra da Coreia

Vanessa Centamori Publicado em 26/06/2020, às 17h08

O ditador norte-coreano, Kim Jong-un
O ditador norte-coreano, Kim Jong-un - Wikimedia Commons

Na última quinta-feira, 25, o Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte disse em um relatório divulgado na mídia estatal que irá reforçar sua "dissuasão de guerra". Além disso, afirmou que o governo não teve escolha a não ser responder ameaça "nuclear com nuclear", em razão da "política hostil" dos Estados Unidos para com o governo norte-coreano, durante a Guerra da Coreia. 

"Para eliminar as ameaças nucleares dos EUA, o governo da RPDC fez todos os esforços possíveis, seja por meio de diálogo ou em recurso à lei internacional, mas tudo terminou em vão", disse o Instituto de Desarmamento e Paz da pasta. "A opção que restava era apenas uma, e isso era combater o nuclear com o nuclear".

O relatório foi concedido ao NK News, site norte-americano com base na Coreia do Sul, e repercutido pela Fox News americana. A declaração foi dada no dia em que é marcado os 70 anos do início da Guerra da Coreia, durante a Guerra Fria. 

"Se não tivéssemos fortalecido consideravelmente nossa dissuasão de autodefesa, a península coreana teria caído nos estragos da guerra mais de centenas de vezes e uma terceira catastrófica guerra mundial já teria começado", diz o relatório. "Reforçar a dissuasão da guerra é a nossa opção final". 

A Guerra da Coreia terminou em 1953, quando os Estados Unidos deixaram a zona de guerra. Nenhum tratado de paz jamais foi assinado. Ultimamente, o clima entre o governo americano e norte-coreano está sem nenhum acordo envolvendo a nuclearização. 

As negociações estão travadas desde fevereiro do ano passado — na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abandonou uma cúpula bilateral em Hanói, no Vietnã. Recentemente, a Coreia do norte disparou testes de mísseis de curto alcance e destruiu um escritório de coordenação de relações com a Coreia do Sul.