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Em indicado ao Oscar, o superpoderoso vice de George W. Bush, Dick Cheney

“Vice” mostra como os amplos poderes delegados a Dick Cheney moldaram a década de 2000

Letícia Yazbek Publicado em 28/01/2019, às 14h13 - Atualizado às 16h27

Christian Bale como Dick Cheney
Christian Bale como Dick Cheney - Reprodução

Com oito indicações ao Oscar deste ano, incluindo o de melhor filme e melhor ator, a biografia Vice, novo trabalho do diretor Adam McKay, narra a trajetória de Dick Cheney, figura pouco popular da história polícia americana. O longa estreia nos cinemas de todo o Brasil na próxima quinta-feira, 31 de janeiro.

Interpretado por Christian Bale – que aparece irreconhecível, sob quilos de maquiagem – Cheney entrou na política cedo e chegou a ocupar cargos importantes, como o de Chefe de Gabinete da Casa Branca, na década de 1970, e Secretário da Defesa dos Estados Unidos, entre 1989 e 1993.

Em 2000, com a decisão de George W. Bush em se lançar como candidato à presidência da república, Cheney foi indicado para assumir o cargo de vice-presidente. Para aceitar ser o braço direito de Bush, no entanto, ele exigiu amplos poderes dentro do governo.

Dessa forma, apesar de ser pouco conhecido entre a opinião pública mundial, com a eleição de Bush, Cheney ficou a cargo do comando de partes essenciais do governo americano, como as Forças Armadas. Foi o responsável por articular a “Guerra ao Terror”- em retaliação aos atentados de 11 de setembro -, que levou às invasões do Afeganistão e do Iraque. Considerado um político conservador e que não teme a impopularidade, Cheney defendeu e aprovou a tortura.

Com tom crítico, Vice não procura condenar Cheney por seus atos – tampouco perdoá-lo –, mas expor suas ações e apontar publicamente suas falhas.


Vice, direção de Adam McKay, 133 minutos, classificação: 14 anos, estreia 31/1