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Morre José Mojica Marins, o eterno Zé do Caixão

Aos 83 anos, o aclamado cineasta já estava internado no hospital Sancta Maggiore

Pamela Malva Publicado em 19/02/2020, às 18h00 - Atualizado às 18h30

José Mojica Marins em seu famoso personagem
José Mojica Marins em seu famoso personagem - Divulgação

José Mojica Marins, o pai do terror nacional, mais conhecido como Zé do Caixão, morreu nesta quarta feira, 19. Famoso por suas longas unhas e por sua enorme filmografia, o artista estava internado no hospital Sancta Maggiore, em São Paulo.

José tinha 83 anos e foi vítima de uma broncopneumonia. O falecimento foi confirmado à Folha pela fila do cineasta, Liz Marins. A saúde do intérprete do Zé do Caixão começou a preocupar conhecidos e familiares desde 2014, quando ele foi internado no Incor, em São Paulo, por quase um mês.

Com o início de sua carreira no final dos anos 1940, José passou a ser considerado como um dos percursores do movimento marginal no Brasil, mesmo depois das duras críticas sobre suas técnicas. O cineasta explorava estilos, trabalhando com diversos gêneros, como faroeste, dramas e aventura.

Durante toda sua carreira, o artista dava prioridade para temas assustadores e relacionados a tabus. Como cineasta, ele dirigiu Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1966), A Virgem e o Machão (1974) e 48 Horas de Sexo Alucinante (1987). E, como ator, participou de O Filho do Sexo Explícito (1985), A Cruz e o Pentagrama (2009) e, como seu último filme, As Fábulas Negras (2015).