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Para onde foram as pessoas que sobreviveram à erupção do Monte Vesúvio?

A erupção matou cerca de 2 mil pessoas em Pompeia e Herculano, na Itália, mas muitos conseguiram fugir a tempo

Alana Sousa Publicado em 26/02/2019, às 16h00

Vítima da erupção do Monte Vesúvio
Reprodução

Um novo estudo, que será publicado na revista Analecta Romana, pretende mostrar para onde foram os sobreviventes da erupção do Monte Vesúvio, que ocorreu em 79 d.C..

Entre 15 mil e 20 mil moradores viviam nas cidades italianas de Pompeia e Herculano na época. A famosa erupção, ocorrida durante a madrugada, enquanto quase todos dormiam na cidade com um grande número de prostíbulos, matou cerca de 2 mil pessoas nos povoados vizinhos, mas a maioria dos habitantes conseguiu sobreviver e precisou buscar abrigo após a tragédia.

O líder do estudo, o pesquisador Steven Tuck, professor e diretor de clássicos da Universidade de Miami em Oxford, Ohio, conta que os sobreviventes não foram para muito longe. A maior parte permaneceu ao longo da costa sul da Itália, nas comunidades de Cumae, Nápoles, Ostia e Puteoli.

Pessoas mortas após a tragédia em Pompeia

 

Tuck fundamentou sua pesquisa na análise de documentos, inscrições, artefatos e antigas infraestruturas. Ele criou um banco de dados de nomes de família de Pompeia e Herculano e verificou se esses nomes apareceram em outro lugar após a erupção.

Um cofre, previamente encontrado nas escavações, foi essencial para a análise de Tuck: “Fora dos muros de Pompeia, os arqueólogos descobriram uma caixa forte, semelhante a um cofre, cheia de registros financeiros.”

Os documentos deste cofre detalhavam várias décadas de empréstimos financeiros, dívidas e propriedades imobiliárias, levando o pesquisador a identificar membros da família Sulpício, que buscou refúgio na comunidade Cumae.

“As cidades Pompeia e Herculano foram embora, mas o governo construiu novos bairros, aquedutos e edifícios públicos em comunidades onde as pessoas se instalaram”, finalizou Tuck em entrevista concedida ao portal Live Science.