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Procura-se: Escócia está em busca de bruxa que teria feito sexo com o diabo

Lilias Adie foi condenada por bruxaria no século 18 e seus ossos estão desaparecidos até hoje

Isabela Barreiros Publicado em 04/09/2019, às 14h00

Reconstrução digital do rosto de Adie
Reconstrução digital do rosto de Adie - Universidade de Dundee

Autoridades do governo do Conselho de Fife, na Escócia, estão lançando uma campanha para rastrear e reunir todos os restos mortais de Lilias Adie, uma mulher condenada por bruxaria no século 18. Mais de 300 anos após sua morte, a intenção é enterrá-la de maneira adequada.

Adie morreu na prisão em 1704, aos seus 50 ou 60 anos, — e há evidências de que a morte tenha sido um suicídio. Antes de ser queimada na fogueira como todas eram, a mulher confessou ser uma bruxa e fazer sexo com o diabo.

Ela foi enterrada em uma praia na vila de Torryburn, mas seu túmulo foi colocado sob uma grande pedra por medo dos moradores. Eles temiam que a bruxa pudesse ser reanimada e que ela ressuscitasse algum tempo depois de sua morte. Mas alguns caçadores de antiguidades roubaram seus restos mortais por volta de 1852, e seu crânio chegou ao Museu Museu da Universidade de St. Andrew em 1904.

Douglas Speirs, arqueólogo do Conselho de Fife, disse à CNN que, segundo os registros, cerca de 3.500 mulheres foram assassinadas com o pretexto de que eram bruxas na Escócia entre os anos de 1560 e 1727, mas algumas estimativas chegam a 6.000.

"Chegou a hora de afastar a narrativa da figura de Halloween da bruxa divertida e reconhecer o preconceito histórico de gênero e o sofrimento a que as mulheres foram expostas em nome da caça às bruxas", disse.