Notícias » Estados Unidos

Rochas lunares podem derrubar teorias da conspiração sobre a chegada do homem à Lua

Pela primeira vez, será possível analisar o material recuperado pelos astronautas da missão Apollo 11

Isabela Barreiros Publicado em 21/08/2019, às 16h00

None
- Crédito: Reprodução

Em 16 de julho de 1969, Neil Armstrong tornou-se a primeira pessoa a pisar em solo lunar, seguido de Buzz Aldrin. No entanto, pouco tempo depois, a NASA já foi vítima de uma série de questionamentos. As imagens publicadas começaram a causar suspeitas, e muitas pessoas apontaram possíveis inconsistências das fotos, alegando uma montagem.

Em 1976, Bill Kaysing publicou o livro Nunca Chegamos à Lua, iniciando o movimento de fraude da Lua que dura até os dias de hoje. O autor listou os principais argumentos conspiracionistas que podem ser considerados clássicos do grupo.

Ainda existem muitas pessoas que duvidam da ida do homem à Lua. Pode-se ponderar que as teorias da conspiração que negam esse acontecimento são tão antigas quanto a própria aterrisagem. Mas segundo a NASA, isso pode mudar em breve. A agência espacial está em posse de aproximadamente 400 kg de rochas lunares.

Uma das rochas coletadas na missão Apollo 15 / Crédito: Reprodução

 

O material foi colhido pelos astronautas durante as missões Apollo. Geólogos e cientistas irão analisar, pela primeira vez, os elementos que foram armazenados há quase 50 anos.

Trevor Irleland, cientista da Universidade Nacional da Austrália e especialista em rochas lunares, declarou, segundo o jornal The Sun, que não faz sentido falsificar as rochas, visto que isso exige uma tecnologia caríssima.

Outra rocha lunar recolhida pelos astronautas da Apollo 15 / Crédito: Reprodução

 

“Qualquer tentativa de fazer rochas da Lua em um laboratório seria uma falha monumental e provavelmente custaria mais dinheiro do que a NASA levou para chegar à Lua e voltar. O solo lunar não é como qualquer coisa que tenhamos visto antes na Terra. É resultado de eras de bombardeio na superfície da Lua”, diz, contrariando os conspiracionistas.