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Vocalista de girl band tailandesa se desculpa por usar suástica em show

Durante ensaio televisionado, Namsai, de 19 anos, do girl group BNK48, usou símbolos nazistas sem se dar conta da gravidade

Letícia Yazbek Publicado em 29/01/2019, às 15h10 - Atualizado às 15h11

Namsai durante o ensaio televisonado da banda BNK48
Namsai durante o ensaio televisonado da banda BNK48 - Reprodução

A cantora Pichayapa 'Namsai' Natha, de 19 anos, ídolo de um dos grupos de música pop mais famosos da Tailândia, se desculpou por exibir uma camiseta estampada com uma suástica durante um ensaio exibido pela televisão.

Na transmissão, que aconteceu na última sexta-feira, 25 de janeiro, Namsai, integrante da banda de thai-pop BNK48, tecnicamente não uma girl band, mas um idol girl group (tendência nascida no Japão), aparece vestindo uma camiseta vermelha e preta com o símbolo nazista. O episódio provocou escândalo e causou a consternação da embaixada israelense.

A vice-diretora de missão da embaixada de Israel na Tailândia, Smadar Shapira, foi ao Twitter expressar sua indignação. “O fato de a cantora exibir símbolos nazistas choca milhões de pessoas em todo o mundo, cujos parentes foram assassinados pelos nazistas”. Ela lembrou ainda que no domingo seguinte, 27 de janeiro, seria celebrado o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Durante um show da banda, realizado na noite de sábado, 26, Namsai se desculpou e assumiu a responsabilidade por seu ato. Depois, em sua página oficial no Facebook, pediu perdão pela ignorância: “Não posso anular meu erro, mas prometo que não voltará a acontecer. Por favor, me deem conselhos para que eu possa crescer e ser uma boa adulta no futuro”.

No domingo, as integrantes e o gerente da banda se reuniram com o embaixador israelense Meir Shlomo para se desculpar pelo incidente e discutir a importância de se conscientizar a respeito da memória das vítimas do holocausto.

Na Tailândia, peças de roupa e acessórios com a imagem de Hitler ou a suástica são consideradas comuns, principalmente devido à falta de informação e referências históricas.


Com informações de Telegraph, The Times of Israel