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Homem confessa ter ateado fogo na Catedral de Nantes, na França

O incêndio ocorreu no dia 18 de julho e o homem chegou a ser liberado do interrogatório — mas voltou a delegacia para assumir a autoria

Wallacy Ferrari Publicado em 27/07/2020, às 12h35

Imagem da catedral durante o incêndio
Imagem da catedral durante o incêndio - Divulgação/Twitter/Western_Trad/18.07.2020

Um imigrante de Ruanda que realizava trabalho voluntário na catedral francesa de Nantes assumiu a autoria do incêndio que danificou a Saint-Pierre-et-Saint-Paul no dia 18 de julho. O rapaz era um dos únicos responsáveis pela manutenção do local que estavam presentes no momento, mas foi liberado pela polícia no primeiro interrogatório.

Na noite do último sábado, 25, o homem de 39 anos foi até a unidade policial onde havia feito seu depoimento e retirou as afirmações falsas, admitindo que atirou o fogo em três pontos do edifício; em dois órgãos — que totalizavam mais de 400 anos — e num painel eletrônico, instalado em uma das paredes.

Os órgãos, estruturas de madeira e vitrais do monumento foram completamente destruídas pelas chamas, mas o rapaz conseguiu escapar sem ferimentos. O advogado Quentin Chabert, responsável pela defesa do acusado, afirma que o homem está arrependido: “Meu cliente hoje está devastado de remorso, pela amplitude que os eventos tomaram”, em entrevista ao RFI.

O imigrante foi preso e responderá pela acusação de "destruição e degradação por incêndio", com uma pena que pode chegar a 10 anos de prisão e € 150 mil de multa. “Os primeiros resultados comunicados pelo laboratório central da polícia de Paris levam a privilegiar a pista criminosa”, afirmou o procurador da cidade Pierre Sennès.