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Homem é inocentado após dois anos preso acusado de ter matado o filho

A criança, um bebê de apenas 8 meses, morreu em outubro de 2019

Redação Publicado em 30/11/2021, às 09h38

O pai e a avó da criança
O pai e a avó da criança - Divulgação / G1

Dorgival José da Silva Junior, ajudante de obras de 24 anos, ficou preso durante dois anos e 14 dias após ter sido acusado de matar o próprio filho, um bebê de apenas oito meses, em outubro de 2019. O homem, no entanto, foi inocentado no dia 18 deste mês, uma vez que a Justiça reconheceu que não existem provas que o incriminassem.

O caso ocorreu em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, onde Douglas Ravi, o bebê, vivia com o pai, a mãe e o irmão gêmeo.

“Quando a gente acordou e fomos fazer o leite dos meninos, percebemos que um dos nossos filhos não estava respirando. Ligamos para o Samu, para saber o que tinha acontecido. O Samu chegou, viu a criança e, infelizmente, não tinha mais o que ser feito”, declarou Dorgival ao portal de notícias G1.

Segundo o advogado de defesa, Marcílio Rubens, a perícia técnica detectou, na época, que o bebê havia sofrido uma asfixia direta, que causou sua morte.

“Os indícios iniciais traziam a presença de sangue humano em uma camisa utilizada por Dorgival, no dia anterior à morte do bebê. Essa camisa foi localizada pela perícia e, constatado que o sangue seria do bebê, houve a suposição de que o pai teria praticado o crime. Em razão disso, foi determinada a prisão dele”, explicou o advogado.

No entanto, o Ministério Público pediu, durante o julgamento, a absolvição de Dorgival, uma vez que entendeu que não havia provas suficientes para condená-lo. A defesa alegou que a morte de Douglas não se deu por esganadura e também que o pai não poderia ser o autor de qualquer violência contra o filho.

No fim, uma perícia particular provou que Douglas Ravi morreu após se asfixiar no próprio vômito.

“O que contribuiu sobremaneira [...] foi o sacrifício financeiro feito pela família, que é uma família simples, mas que se desincumbiu de custear uma perícia particular, de ir em busca de outras provas, sob pena de um sacrifício feito por eles, mas que possibilitou uma contraprova em relação às provas inicialmente produzidas e o questionamento acerca dessas provas, demonstrando que havia falhas investigativas”, declarou Rubens.