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Homem encontra granada de guerra enquanto reformava o quintal de casa em São Paulo

O artefato, encontrado em Mogi das Cruses, é semelhante a um explosivo usado durante a Revolução Constitucionalista de 1932

Wallacy Ferrari Publicado em 16/09/2020, às 15h45

Fotografia registra a granada de morteiro encontrada no jardim
Fotografia registra a granada de morteiro encontrada no jardim - Guarda Civil Metropolitana de Mogi das Cruzes

Durante uma reforma na própria casa, um homem se assustou com um artefato explosivo encontrado durante uma escavação no jardim, na tarde da última terça-feira, 15, em um sítio no bairro do Parque das Varinhas, município de Mogi das Cruzes, em São Paulo. A granada de morteiro surpreendeu pelo peso e tamanho — e pela sua relação com a história do estado.

Após o acionamento do serviço de emergência para a retirada da bomba, a Guarda Civil Municipal foi até o local, constatando que tratava-se de um morteiro Major Marcelino, semelhante aos que eram usados durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Para desarmar a bomba, acionaram a Polícia Militar que, por sua vez, solicitou o amparo do esquadrão antibombas do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais).

Mesmo próximo de completar 100 anos de sua fabricação, a equipe não descartou a possibilidade de perigo do artefato, retirando o explosivo do local e direcionando a um buraco nas redondezas, sendo detonado com segurança. Um boletim de ocorrência foi aberto no 4º Distrito Policial de Mogi das Cruzes a fim de registrar o encontro.

Utilizado na revolução em que as tropas paulistas enfrentaram o exército nacional do governo de Getúlio Vargas — solicitando mudanças políticas e a fundação de uma Assembleia Nacional Constituinte —, o artefato tem o nome de Major Marcelino em homenagem ao seu criador, então major da Força Pública de São Paulo, que adaptou a granada e seu lançador usando um eixo de locomotiva.