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Homem que acusou Michael Jackson de pedofilia tem ação rejeitada

Um dos nomes do documentário "Leaving Neverland" argumentava que as empresas do cantor serviam para acobertar abusos

Wallacy Ferrari Publicado em 22/10/2020, às 09h13

Michael Jackson em coletiva (esq.) e James Safechuck em entrevista (dir.)
Michael Jackson em coletiva (esq.) e James Safechuck em entrevista (dir.) - Wikimedia Commons

Um juiz dos Estados Unidos rejeitou uma ação judicial movida por James Safechuck, um dos acusadores de pedofilia contra Michael Jackson no documentário ‘Leaving Neverland’, que alegou que as empresas do cantor corroboraram com os supostos abusos sexuais e não proporcionaram a segurança necessária.

Safechuck chegou a participar de um comercial com o Rei do Pop para a marca de refrigerantes Pepsi e acompanhar o músico no palco algumas vezes, peças organizadas pela MJJ Productions e MJJ Ventures. De acordo com o processo, o acusador alega que Michael abusou dele centenas de vezes durante o final da década de 1980 e início dos anos 1990 durante turnê.

As empresas, segundo Safechuck, serviam para aliciar e acobertar os constantes casos de pedofilia, acrescentando que "foram criadas para facilitar o abuso sexual de crianças por Jackson" como função secundária — além de ser responsável por comandar a imagem e itens relacionados a carreira do astro.

O juiz rejeitou o caso sob a alegação de que a empresa não possuía vínculo empregatício e nem o dever de cuidar de James, decisão comemorada pelos representantes da empresa: "Estamos satisfeitos que o tribunal concordou que o Sr. Safechuck não tinha motivos para prosseguir com o processo", disseram os advogados Jonathan Steinsapir e Howard Weitzmanà BBC.

O documentário

Com o lançamento do documentário Leaving Neverland (2019), produzido e dirigido por Dan Reed, às polêmicas em torno de Michael Jackson voltaram à tona. O longa-metragem da HBO apresenta a história de Wade Robson e James Safechuck, que alegam ter sido abusados ​​sexualmente pelo cantor na infância.

A polêmica – que resultou em graves consequências para o rei do pop entre 2004 e 2005 – dividiu opiniões novamente. Enquanto algumas rádios já promoveram boicote às músicas do cantor no ano passado, a família decidiu tomar medidas legais contra os responsáveis pela produção uma vez que o astro do pop foi inocentado das acusações de pedofilia em 2005.