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Homem que foi preso por matar passageira a marretadas no metrô de São Paulo já tinha longo histórico criminal

De acordo com inquérito da polícia, Luciano Silva já havia atacado outros passageiros e assassinado a própria noiva

Penélope Coelho Publicado em 30/04/2021, às 09h06

Passageira dentro do vagão e criminoso detido pelos seguranças, em estação de metrô
Passageira dentro do vagão e criminoso detido pelos seguranças, em estação de metrô - Divulgação / SP Sobre Trilhos

De acordo com informações publicadas nesta terça-feira, 30, pelo G1, o portal de notícias teve acesso ao inquérito da Polícia Civil que investiga o caso de Luciano Gomes da Silva — um homem de 55 anos que foi preso após assassinar com golpes de marreta a auxiliar de limpeza Roseli Dias Bispo, na estação do metrô da Sé, em São Paulo, na última segunda-feira.

Segundo divulgado na reportagem, o documento mostra que o suspeito já tinha antecedentes criminais que envolviam inclusive outros ataques no metrô.

De acordo com o inquérito, no ano de 2005, Luciano atacou com faca dois homens na mesma estação da Sé, e anteriormente, em 1993, matou a própria noiva, o cidadão acreditava que a companheira tinha um caso extraconjugal, o que nunca foi comprovado.

De acordo com a publicação, o homem ficou preso por dois anos e depois passou mais 18 anos internado em um manicômio judiciário. Entretanto, foi solto em 2018, após o laudo médico apontar que ele não representava mais risco à sociedade.

Contudo, Silva atacou de novo. Nas três ocasiões, o cidadão apresentou um "surto psicótico". Os seguranças do metrô que contiveram o homem no recente ataque, afirmaram que o aposentado alegou ter “ouvido vozes” e achou que Roseli havia o chamado de “mulher ou gay” — o que de acordo com as testemunhas, não aconteceu.


Relembre o caso

Na última segunda-feira, 26, uma mulher foi morta na Linha Azul do Metrô de São Paulo, após ser golpeada por uma marreta, ao passar pela estação da Sé. A vítima, Roseli Dias Bispo, de 46 anos, era auxiliar de serviços gerais.

A mulher morreu na Santa Casa de São Paulo após ter sido internada em decorrência dos ferimentos. Roseli usava a linha Azul diariamente, por cinco anos, para trabalhar. 

O responsável, Luciano Gomes da Silva, um aposentado de 55 anos, foi preso em flagrante e internado em um hospital. Acredita-se que o crime tenha sido motivado por  um surto psicótico.