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Homem que matou 'Hipster da Federal' não tinha autorização para usar arma de fogo

Lucas Valença tinha 36 anos e se destacou nacionalmente por sua beleza ao ser fotografado durante a Operação Lava Jato

Redação Publicado em 03/03/2022, às 11h50

'Hipster da Federal' durante condução do então deputado Eduardo Cunha e em fotografia pessoal
'Hipster da Federal' durante condução do então deputado Eduardo Cunha e em fotografia pessoal - Wilson Dias / Agência Brasil (esq.) / Divulgação / Redes sociais (dir.)

O policial federal Lucas Soares Dantas Valença, 36, que se destacou como 'hipster da Federal' em fotografias da imprensa por ostentar um coque e barba durante conduções de indiciados durante a Operação Lava Jato, foi morto a tiros por um homem que não tinha autorização para usar armas de fogo, na madrugada da última quinta-feira, 3.

O caso ocorreu no município de Buritinópolis, em Goiás, onde a vítima teria invadido uma residência durante um surto psicótico que apontava que aquela casa tinha “um demônio”. Após desligar o disjuntor de energia do terreno, ele foi impedido de entrar pelo morador, que efetuou disparos contra Lucas.

O atirador não teve a identidade divulgada pela Polícia, mas chegou a ser preso por posse irregular de arma de fogo, visto que não tinha autorização para usá-la. Ele pagou fiança e aguarda a conclusão da investigação em liberdade, cooperando em depoimentos. Já a morte, ocasionada do disparo, está sendo avaliada como uma ação de legítima defesa e proteção da esposa e da filha de três anos do dono.

Em boletim de ocorrência registrado pela polícia e acessado pela TV Anhanguera, afiliada local da TV Globo, o homem encontrou o invasor morto logo após religar a eletricidade e tentou prestar socorro ao homem, solicitando auxílio policial e médico.