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Homem que trocou Coreia do Sul pela do Norte seria antigo desertor

Sujeito de cerca de 30 anos teria feito o caminho de ida e volta entre as nações vizinhas em um período de um ano e meio

Fabio Previdelli Publicado em 04/01/2022, às 18h00

Imagem de parte da zona de proteção entre a fronteira da Coreia
Imagem de parte da zona de proteção entre a fronteira da Coreia - Getty Images

Conforme relatado pela equipe do site do Aventuras na História no início desta semana, o Exército sul-coreano informou que um desertor cruzou a fronteira rumo à Coreia do Norte no último sábado, 1.

Porém, agora, segundo apurações da AFP e da RFI, essa história ganhou mais um episódio surpreendente. Isso porque, de acordo com Seul, o ‘desertor’, na verdade, era um norte-coreano que havia burlado o serviço de segurança da Coreia do Sul em novembro de 2020.

O sujeito, que não teve sua identidade revelada, seria um ex-ginasta com cerca de 30 anos. Quando cruzou a fronteira até o Sul, ele teria sido interrogado pelo serviço de inteligência coreano. Além disso, ele também passou por um treinamento obrigatório de três meses no país.

Posteriormente, o homem se mudou para Seul, onde conseguiu um emprego como zelador. Não sabe-se muito mais informações sobre o sujeito desde então, a não ser que ele chegou no Sul com sérios problemas econômicos. As autoridades do país, no entanto, negam a informação, afirmando que lhe deram suporte financeiro, assim como o governo dá a todos os desertores. 

O certo é que ninguém sabe o que o levou ir até o Sul e depois retornar ao Norte. Alguns especulam que ele poderia ser um espião, mas nenhuma evidência o liga a tal ato. Nem mesmo se ele está vivo é algo certo, já que, conforme recorda a RFI, soldados da Coreia do Norte receberam ordens para atirar em qualquer um que cruzasse a fronteira — uma tática escolhida pelo governo para evitar a disseminação da Covid-19 no território. 

Militares sul-coreanos explicaram que os vizinhos foram informados sobre o sujeito que cruzou a zona desmilitarizada. Os norte-coreanos, todavia, apenas indicaram o recebimento do alerta e não deram nenhum tipo de resposta sobre o assunto.

No fim de toda essa narrativa, a incerteza é a única certeza que se tem sobre a história do desertor que fez o caminho de ida e volta em uma das fronteiras mais controladas e perigosas do mundo num período de um ano e meio.