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Hospital retirou o cérebro de menino morto em acidente sem autorização

Duas décadas depois do ocorrido, mãe do garoto exige respostas do local comandado pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido

Penélope Coelho Publicado em 21/09/2020, às 12h45

June Bayley segurando uma fotografia do filho
June Bayley segurando uma fotografia do filho - Divulgação

De acordo com informações publicadas hoje, 21, pelo jornal The Sun, uma mulher chamada June Bayley está iniciando uma campanha para obter respostas mais de 20 anos depois da morte de seu filho. As informações são do portal de notícias UOL.

Segundo revelado pela publicação, o filho de June, Ben, morreu aos 12 anos, em 1997, em decorrência de um acidente, contudo, o hospital Universidade de Cambridge —encarregado pelo caso —, retirou o cérebro do garoto sem autorização de sua família, para a realização de estudos e pesquisas.

Na época, Bayley descobriu que havia algo errado após ler a autópsia do menino e verificar o registro de que sua espinha dorsal havia sido retirada, na ocasião, o hospital informou que não passava de um erro de digitação. A universidade por sua vez, só revelou o que tinha acontecido dois anos depois, quando entrou em contato com a mulher para devolver o cérebro do garoto.

Desde então, June sofre de estresse pós-traumático e só agora conseguiu reunir forças para adquirir as respostas dessa história. Atualmente, a britânica luta para que consiga acessar os registros médicos do filho, para que assim possa encerrar de vez esse capítulo, já que existem dúvidas de que outros órgãos de Ben possam ter sido retirados sem sua autorização.

Por sua vez, o serviço de saúde britânico nega a acusação da mulher, já o hospital da Universidade de Cambridge emitiu um pedido de desculpas para Bayley, informando que "lamenta que ela continue sofrendo estresse por causa do acontecido”.