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Hospital revela que médico usava o próprio esperma em inseminações

Segundo divulgado pela instituição holandesa, o ginecologista Jan Wildschut é o pai biológico de 17 pessoas

Pamela Malva Publicado em 06/10/2020, às 18h00 - Atualizado às 18h00

Imagem meramente ilustrativa de pessoa segurando tubo de ensaio
Imagem meramente ilustrativa de pessoa segurando tubo de ensaio - Divulgação/Pixabay

Nesta terça-feira, 06, o hospital Isala de Zwolle, na Holanda, revelou uma história absurda. Trabalhando na instituição entre 1981 e 1993, o ginecologista Jan Wildschut usou seu próprio esperma para gerar 17 crianças em processos de fertilização.

Segundo o UOL, a mentira foi descoberta em 2019, quando, sem querer, um dos filhos do profissional recebeu o DNA de uma sobrinha de Wildschut pelo correio. Frente ao esquema desmascarado, tanto o hospital, quanto as famílias envolvidas decidiram anunciar o ocorrido publicamente, a fim de alertar a todos sobre a doação de esperma.

Ainda que o caso tenha sido exposto e as mulheres tenham sido enganadas pelo médico — elas acreditavam que o esperma havia sido doado por anônimos—, a Inspeção Holandesa de Saúde e Juventude afirmou que não iniciará qualquer investigação. 

Segundo o órgão, todas as inseminações consideradas “moralmente inaceitáveis" pelo hospital aconteceram antes da criação de leis sobre tratamentos de fertilidade. Sendo assim, Jan Wildschut, que morreu em 2009, não terá qualquer um de seus atos julgados.