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Igreja na Escócia processa homem que encontrou tesouro viking com detector de metais

Uma descoberta rara, que revelou inúmeras joias de ouro e prata, causou polêmica no país

André Nogueira Publicado em 23/09/2019, às 11h31

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Divulgação

Em 2014, foi descoberto um cemitério em Galloway (Escócia) que escondia um tesouro viking de mais de mil anos. A descoberta foi feita por Derek McLennan, com o auxílio de um detector de metais. Quando isso ocorreu, o explorador prometeu compartilhar os lucros da descoberta com a igreja local, entretanto, ele acabou se arrependendo.

"Derek era meu amigo e é triste que tenha chegado a isso", declarou o reverendo David Bartholomew, que organiza a igreja e, junto aos presbíteros locais, entrou com uma ação judicial contra McLennan. O pastor declarou que o tesouro foi encontrado com sua presença.

Visão ampla dos objetos encontrados / Crédito: Reprodução

 

Entre os artefatos encontrados, é possível destacar: joias de ouro e prata, seda bizantina, uma cruz esmaltada, disco anglo-saxão broches com desenhos nunca antes vistos na Escócia, marcadores de prata, um pino de pássaro de ouro exclusivo, miçangas, lingotes de ouro e até objetos de couro e madeira. 

Crédito: Reprodução

 

Segundo a lei na Escócia, uma descoberta desse porte, com metais e antiga desse modo tem seu valor (que é determinado Comitê de Avaliação do Tesouro administrado pelo Museu Britânico) ressarcido pela metade ao localizador e a outra metade ao proprietário da terra onde os objetos foram encontrados.