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Imagem divulgada pelo Talibã relembra foto icônica dos EUA na Segunda Guerra

O Batalhão Badri 313, unidade de elite, hasteou a bandeira do Talibã

Luíza Feniar Migliosi, com supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 23/08/2021, às 12h07

Talibã divulga propaganda encenando foto da Segunda Guerra Mundial
Talibã divulga propaganda encenando foto da Segunda Guerra Mundial - Divulgação/Talibã

O Talibã divulgou uma foto de propaganda na qual membros de uma unidade de comando de elite parecem recriar uma imagem icônica da Segunda Guerra Mundial de fuzileiros navais dos Estados Unidos hasteando uma bandeira norte-americana em Iwo Jima, segundo o jornal Independent.

A foto é encenada pelo Batalhão Badri 313, que, possivelmente, tem o nome em referência a Batalha de Badr de 624 d.C., descrita no Alcorão, na qual o Profeta Maomé derrotou uma força inimiga com um exército de apenas 313.

Os combatentes aparecem hasteando a bandeira do Talibã enquanto usam um kit americano da cabeça aos pés. A foto faz parte da coleção de imagens e filmagens promocionais dos militantes divulgada esta semana.

Considerada a unidade de combate mais importante do Talibã, ao que tudo indica, o grupo é altamente treinado e, agora, está equipado com armamentos militares de última geração.

As autoridades americanas estimam que US$ 28 milhões em equipamentos que os Estados Unidos deram às forças afegãs entre 2002 e 2017estão nas mãos do Talibã.

Dentre os meios de transporte, provavelmente estão sete novos helicópteros entregues a Cabul no mês passado, 600.000 rifles de assalto, 2.000 veículos blindados e 40 aeronaves, incluindo Black Hawks, segundo o New York Post.

As fotos dos combatentes talibãs vestindo roupas de combate norte-americanas e carregando armas dos EUA foram amplamente compartilhadas nas redes sociais esta semana.

"Não temos uma imagem completa, obviamente, de onde cada artigo de material de defesa foi, mas certamente uma boa parte dele caiu nas mãos do Talibã" disse o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan. "E, obviamente, não temos a sensação de que eles vão entregá-lo prontamente para nós no aeroporto", acrescentou.