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Notícias / Crimes

Imagens captam momento em que congolês é assassinado

O jovem Moïse Kabamgabe foi morto no dia 24 de janeiro, em um quiosque na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro

Pamela Malva Publicado em 01/02/2022, às 18h00

Imagens da câmera de segurança do quiosque - Divulgação/ Polícia Civil do Rio de Janeiro/ G1
Imagens da câmera de segurança do quiosque - Divulgação/ Polícia Civil do Rio de Janeiro/ G1

Entregues à Polícia Civil do Rio de Janeiro depois do assassinato de Moïse Kabamgabe, imagens de segurança do quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca, mostram o exato momento em que o jovem congolês foi espancado, na última segunda-feira, 24.

Segundo o G1, que teve acesso à gravação, as agressões começaram depois que Moïse discutiu com um funcionário do quiosque. De um lado, o congolês de 24 anos erguia alguns objetos do estabelecimento, como uma cadeira e um cabo de vassoura, enquanto, do outro, seu agressor segurava um pedaço de madeira.

Em determinado momento, outros dois homens se aproximam da cena e, depois que Moïse mexe em um refrigerador, a vítima é derrubada por um de seus agressores. Assim, começa o espancamento, em que o congolês é alvo de diversos golpes.

Ainda nas imagens, é possível ver que, já imobilizado por seus agressores, Moïse eventualmente deixa de apresentar resistência. Segurado no chão por um dos homens, o congolês aparentava já estar desacordado no momento em que foi amarrado.

Por fim, após pelo menos 15 minutos de uma sessão de agressões violentas, alguns dos envolvidos no caso são vistos realizando massagens cardíacas em Moïse. Uma mulher surge na cena, aparentemente verificando se o congolês ainda estava vivo.

Imagens da câmera de segurança / Crédito: Divulgação/ Polícia Civil do Rio de Janeiro/ G1

Suspeitos confirmam participação

Em vídeo divulgado depois da repercussão do caso, então, Alisson Cristiano Alves de Oliveira, de 27 anos, afirmou ter participado do espancamento. Segundo ele, no entanto, a intenção dos agressores nunca foi matar Moïse.

Eu sou um dos envolvidos na morte do congolês. Quero deixar bem claro que ninguém queria tirar a vida dele, ninguém quis fazer injustiça porque ele era negro ou alguém devia a ele”, disse Alisson.

“Ele teve um problema com um senhor do quiosque do lado, a gente foi defender o senhor e infelizmente aconteceu a fatalidade dele perder a vida", afirmou ele, por fim. A versão, inclusive, bate com a narrativa de um segundo homem, que se entregou à polícia.

Levado para a Delegacia de Homicídios nesta terça-feira, 1, o segundo suspeito também afirmou que “ninguém devia nada à ele [Moïse]”. "Foi um fato que, no impulso, a gente [agiu]. [A gente] viu ele com a cadeira na mão e foi tentar ajudar o senhor", narrou.