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Impressão digital é encontrada em pedaço de cerâmica de 5 mil anos

Achado foi feito no arquipélago de Orkney, na Escócia. Confira!

Fabio Previdelli Publicado em 29/04/2021, às 12h28

Impressão digital encontrada em peça de cerâmica
Impressão digital encontrada em peça de cerâmica - Divulgação/ Jan Blatchford

Durante escavações no enorme sítio arqueológico de Ness de Brodgar, no arquipélago de Orkney, na Escócia, arqueólogos descobriram um pedaço de cerâmica que foi produzido há cerca de 5 mil anos. Porém, o que mais chamou a atenção nisso tudo foi uma característica única encontrada na peça.  

Nela, foi possível identificar a impressão digital do ceramista que a produziu. A parte do objeto foi escavada e examinada junto a uma coleção de peças conhecidas como louça ranhurada. Como explica matéria da Galileu, elas são consideradas a maior do tipo no Reino Unido.  

Para encontrar a digital, antes, os pesquisadores tiveram que usar um processo onde várias fotografias são tiradas do objeto, sob diferentes iluminações. Assim, esses registros são digitalizados e um software revela detalhes da superfície que passam despercebidos durante uma simples análise. Esse processo é conhecido como mapeamento de textura polinomial. 

Apesar de, como explica a Galileu, encontrar impressões digitais do período pré-histórico não seja nenhuma novidade, afinal, o uso de argila na produção das peças facilite isso, esta é a primeira vez que a marca é encontrada em objetos do sítio de Ness de Brodgar. 

“Trabalhar em um lugar como Ness de Brodgar, com suas belas edificações e uma deslumbrante gama de artefatos, pode até nos fazer esquecer sobre as pessoas por trás deste incrível complexo”, diz Nick Card, diretor de escavação do sítio, em um comunicado.

Agora, arqueólogos seguiram estudando a impressão digital com o intuito de descobrirem o gênero e a idade da pessoa ou até mesmo a quem ela pertença. Mais informações sobre o achado podem ser conferidas no portal The Ness of Brodgar.  

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.