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Impressionante anel romano com duas cabeças de cobra é declarado tesouro de cidade inglesa

O anel, com mais de 1.800 anos, era usado como amuleto para restauração e foi confeccionado no período Romano na Bretanha

Wallacy Ferrari Publicado em 18/02/2020, às 09h20

O anel, entortado contra seu próprio eixo, em uma montagem mostrando diferentes ângulos da peça
O anel, entortado contra seu próprio eixo, em uma montagem mostrando diferentes ângulos da peça - Divulgação / COLCHESTER AND IPSWICH MUSEUM SERVICE

Um anel de prata com duas cabeças de cobra esculpidas em suas extremidades foi declarado tesouro da cidade de Buckinghamshire, um condado no sul da Inglaterra. A peça, descoberta em março de 2018, é semelhante a uma coleção encontrada em Norfolk em 1985, que hoje compõe o acervo do British Museum.

A joia foi enterrada em um vaso por volta do século 2 d.C. e foi descoberta por Sophie Flynn, uma agente de escavação em Aylesbury, cidade vizinha a Buckinghamshire. Flynn confirma que há semelhanças ao item encontrado em 1985, mas por ser localizado em um campo sem contexto arqueológico, é impossível fazer tal confirmação.

Por se tratar de um anel de prata, Flynn crê que a peça pertenceu a alguém com bastante poder aquisitivo. “É bastante incomum por causa das duas cabeças de cobra, e é bastante emocionante, pois não temos muitos exemplos desse tipo de anel no banco de dados do Sistema de Antiguidades Portáteis do British Museum”, afirmou Flynn em entrevista a BBC.

Acredita-se que o item foi confeccionado por uma joalheria de elite durante o período Romano na Bretanha e feito como peça exclusiva. No livro The Jewellery of Roman Britain, a especialista Catherine Johns afirma que jóias com figuras de cobras eram usadas na época como símbolos de coisas positivas associadas a restauração da saúde, da vida e da conexão com os antepassados.