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Impressionante estátua de Alexandre, o Grande, é descoberta no Egito

Arqueólogos descobriram restos do local histórico no Egito em uma escavação que durou nove meses

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 01/09/2021, às 11h57

Busto de Alexandre, o Grande, descoberto em Alexandria
Busto de Alexandre, o Grande, descoberto em Alexandria - Divulgação/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

Uma expedição arqueológica que durou nove meses, patrocinada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, revelou evidências de uma antiga cidade comercial no subúrbio de Al-Shatby, em Alexandria, no Egito, que pode ter existido entre os séculos 2 a.C. e 4 d.C. A descoberta foi divulgada em nota pelo Ministério.

O projeto, liderado pelo arqueólogo Ibrahim Mustafa, foi capaz de identificar uma série de artefatos que remontam aos períodos grego e romano, além de estruturas que mostram a arquitetura da cidade e sua importância comercial nos séculos em que ela existiu.

Foram encontrados objetos impressionantes, como estátuas de grandes figuras históricas. Uma delas foi o busto de Alexandre, o Grande, rei da Macedônia. Outros itens foram amuletos, moedas, artefatos de cerâmica, redes de pesca, entre outros.

Artefatos de cerâmica descobertos pela escavação / Crédito: Divulgação/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

 

A última, inclusive, indicou que o local estava associado principalmente às trocas comerciais que envolviam a pesca. Segundo Mostafa Waziri, chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, encontrar estátuas de ídolos ligados à atividade pesqueira também indica que pescadores habitavam o subúrbio.

Em relação à arquitetura da cidade, os arqueólogos ressaltaram no comunicado do Ministério que a região possuía “uma avenida principal com ruas subjacentes associadas a uma rede de esgoto”. 

Estrutura identificada na antiga cidade em Alexandria / Crédito: Divulgação/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

 

Waziri acrescentou que foram descobertas cisternas que foram conectadas com objetivo de armazenar água. Ele disse que “a expedição encontrou uma grande rede de tanques pintados em rosa para armazenar chuva, inundação e águas subterrâneas para serem usados durante o período de seca".

Por meio de escavadeiras e aplicação de técnicas modernas de elevação topográfica, os estudiosos também chegaram à conclusão de que a região provavelmente era residencial e cumpria um papel comercial.