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Incas realizaram migrações forçadas, revela estudo

A sociedade pré-colonial buscou pessoas fora do território imperial para alcançar um objetivo ambicioso

Alana Sousa Publicado em 14/07/2020, às 12h40

Parte dos itens usados para análise de migrações incas
Parte dos itens usados para análise de migrações incas - Divulgação/Academia Nacional de Ciências

Um estudo multidisciplinar revelou migrações forçadas no Império Inca, tais mudanças tinham como objetivo o fortalecimento da sociedade. A pesquisa foi realizada por um conjunto de pesquisadores dos Estado Unidos, Reino Unido e Peru. Os resultados foram publicados na renomada revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências.

Para chegar à conclusão de que a migração não foi voluntária, foram analisados seis esqueletos de indivíduos que viveram entre 1415 e 1805, antigos artefatos e relatos dos últimos anos do império.

Assim, os estudiosos conseguiram entender que essas pessoas moravam fora das propriedades do império, mas foram obrigadas a se mudar para centros pré-coloniais. A ação era uma tentativa de fortalecer a população e, logo, a economia.

Quando a equipe encontrou as seis ossadas em dois cemitérios localizados no Peru, acreditaram que algo a mais estava por trás do que parecia ser um simples enterro. Aqueles corpos um dia pertenceram a pessoas que moravam a centenas de quilômetros de distancias da capital do império, mas que precisaram deixar tudo para trás. Quando morreram, foram sepultadas com características locais dos incas., envoltos em têxteis e homenageados com cerâmicas.

Apesar das informações serem escassas sobre o tema, a equipe conseguiu realizar uma descoberta relevante. Mesmo com algumas peças faltando para entender o cenário completo dessas migrações, os especialistas sugerem duas teses: a de que eles foram carregados por terra ou, possivelmente, viajaram pelo mar.