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Incêndio atinge depósito da Cinemateca Nacional: 'Um crime com a cultura do país', diz Doria

Episódio ocorreu nesta quinta-feira, 29, em São Paulo

Redação Publicado em 29/07/2021, às 21h38

Registro do incêndio
Registro do incêndio - Erika Hilton, via Instagram

Os brasileiros encararam um triste episódio que afetou parte do acervo de dos maiores patrimônios do país. Um incêndio acometeu o depósito da Cinemateca Brasileira, localizado em São Paulo, na Zona Oeste.

Conforme repercutido pela Folha de S. Paulo, o episódio teria ocorrido enquanto ocorria uma manutenção de um aparelho de ar condicionado através do serviço de uma companhia terceirizada. O episódio ocorreu em uma sala do primeiro andar. 

O fogo logo tomou conta não só da sala, mas também em outra que abrigava um rico acervo. O veículo também informa que o fogo afetou um terceiro local que contava com arquivos impressos.

Até o momento não se sabe a causa exata. A Delegacia de Polícia Federal já trabalha para encontrar as causas específicas diante de um inquérito.

Karina Paula Moreira, que é capitã do Corpo de Bombeiros, relata que aproximadamente 400 m² acabaram sendo afetados pelo fogo. Moreira também explica que não é possível determinar até o momento o que foi perdido e o que não fora afetado diante do incêndio.

"O incêndio na Cinemateca de São Paulo é um crime com a cultura do país. Desprezo pela arte e pela memória do Brasil dá nisso: a morte gradual da cultura nacional", disse João Doria, Governador de São Paulo, através das redes sociais.

O deposito que foi afetado pelo incêndio preservava parte do acervo da Cinemateca. O local conta com filmes de 35 mm e 16 mm, num material inflamável. Se trata de cópias das produções e não as versões oficiais.

No local que tomou as manchetes ao redor do Brasil, também estavam arquivos da Programadora Brasil, projetores do passado e até mesmo arquivos que se referiam a políticas públicas do ramo audiovisual.

"Isso está acontecendo desde que esse governo, que pensa que a Terra é plana, fechou o Ministério da Cultura, vilipendiou o dinheiro do Fundo Setorial do Audiovisual e deixou artistas e cineastas na míngua. Esses cafajestes não dão dinheiro para a Cinemateca, mas conseguem dinheiro para comprar Covaxin. É uma zona", desabafou Paloma Rocha, cineasta e filha do grande Glauber Rocha.