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Incêndio na boate Kiss: Réu do caso entra no local pela primeira vez em oito anos

Defesa do ex-vocalista da banda que tocava no dia da tragédia comentou o episódio: 'Ele se sentiu muito mal, muito mal'

Pamela Malva Publicado em 23/11/2021, às 18h00

Marcelo de Jesus dos Santos no prédio da boate Kiss
Marcelo de Jesus dos Santos no prédio da boate Kiss - Divulgação/ RBS TV

Marcelo de Jesus dos Santos, ex-vocalista da banda Gurizada Fandangueira e réu no caso do incêndio da boate Kiss, voltou ao local onde tudo aconteceu nesta terça-feira, 23. A tragédia, que matou 242 pessoas e feriu mais de 600, ocorreu em janeiro de 2013.

O julgamento dos réus envolvidos no caso deve acontecer no dia 1º de dezembro, oito anos após o episódio. E, de acordo com Tatiana Borsa, a advogada de Marcelo, a visita do ex-vocalista ao local faz parte da estratégia de defesa que será apresentada ao júri.

Segundo o G1, a advogada ainda comentou que Marcelo “se sentiu muito mal, muito mal” durante sua visita ao local. “A todo o tempo ele queria sair, sair antes. Uma situação muito triste ser acusado de assassino por algo que ele não fez", narrou Tatiana.

Além do músico, o baterista do grupo, que é irmão de Marcelo, e um técnico de áudio da banda também foram até a boate. Ambos serão testemunhas de defesa do artista. Os advogados de Elissandro Callegaro Spohr, réu do caso e ex-sócio da boate, também visitaram o local a fim de coletar informações para o julgamento.

Luciano Bonilha Leão, o produtor da banda, e Mauro Hoffmann, ex-sócio da boate, são os outros dois réus do caso. Os quatro homens foram denunciados de homicídio simples de 242 pessoas, além da tentativa de homicídio das outras 636 feridas no incêndio.

Segundo a defesa de Mauro Hoffmann, o ex-sócio da boate não tinha ligações com a rotina do local, enquanto os representantes de Luciano Bonilha Leão afirmam que ele foi mais uma vítima do processo. A defesa de Elissandro, por outro lado, acredita que o julgamento permitirá que o réu dê sua versão para os acontecimentos daquele dia.

Acontece que, na opinião da promotora Lúcia Helena Callegari, “o Ministério Público vai pedir não só a condenação, mas a prisão” dos acusados. “Não se está falando em vingança, está se falando em justiça, em uma resposta", afirmou ela, segundo o G1.