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Incêndios florestais na Amazônia podem ser vistos do espaço, NASA divulga imagens

A tendência é que os incêndios aumentem até o final do mês, especialmente no estado de Rondônia. Confira!

Fabio Previdelli Publicado em 22/08/2019, às 11h00

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- Crédito: Reprodução

Na última segunda-feira, os moradores da cidade de São Paulo notaram algo diferente em suas rotinas. O sol se escondeu atrás de nuvens negras, a escuridão pairou sobre a capital paulista em pleno dia. Às 15h o escuro já tinha tomado à cidade e era impossível distinguir o dia da noite. 

Às 15h o escuro já tinha tomado São Paulo, era impossível distinguir o dia da noite / Crédito: Reprodução

 

O motivo para o episódio da última segunda tem uma explicação triste, mas que precisa ser debatida cada vez mais. Incêndios se espalham de maneira devastadora pela Amazônia.

Imagens capturadas pelo satélite Aqua da NASA revelaram o resultado avassalador das chamas entre os dias 11 e 13 de agosto, nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará e Mato Grosso.

No começo do mês, o Amazonas declarou estado de emergência por causa dos incêndios florestais - as queimadas na região são rotineiras nesta época do ano. A NASA acrescentou que, a partir de 16 de agosto, as observações por satélites indicaram que as atividades totais de queima na bacia amazônica estavam ligeiramente abaixo da média dos últimos 15 anos. Mas os índices de Rondônia eram considerados acima da média, o Amazonas também teve alta, mas em menor escala.

Foto tirada em 11 de agosto mostra camada de fumaça causada por incêndios sucessivos / Crétido: Earth Observatory/NASA

 

No ano, 1.699 incêndios florestais foram detectados no Amazonas por satélites, dos quais 80% ocorreram em julho. Já o Mato Grosso registrou 8.799 queimadas até 2 de agosto, um aumento 39% maior em relação ao ano anterior. A tendência é que os incêndios aumentem até o final do mês, especialmente no estado de Rondônia.

Movimentação da fumaça causada pelas queimadas / Crétido: Earth Observatory/NASA

 

Se nada for feito, estima-se que nas próximas décadas os danos ambientais causados serão irreversíveis. Grande parte da fauna e da flora deixará de existir. Ao contrário do que muitos pensam, a preocupação ambiental não deve ser vista como uma pauta importante somente para veganos.

Mudar hábitos fisiológicos não ajuda em nada a reversão desse cenário. Precisamos de uma atenção cada vez maior para a agenda ecológica, mas parece que esse pensamento passa longe das propostas políticas do Brasil há anos.